Pular para o conteúdo principal

Mundo Contábil | Projeção contábil ou simulação contábil: o contador do século XXI


As mudanças tecnológicas alteram negócios, mercados e sociedades e as atividades profissionais são objeto de forte transformação ao encontro das novas formas para gestão e operação organizacional.

O perfil profissional dos contadores sofre grande impacto e a carência de melhores práticas, de novas abordagens no exercício do “processo/produto contábil”, de maior utilidade às demonstrações e resultados contábeis é a realidade.

As mudanças dos currículos acadêmicos e das responsabilidades profissionais precisam adequação e sintonia. A maturidade da profissão contábil impõe maior integração das práticas contábeis aos modelos da gestão e operação dos negócios privados ou governamentais.

De maneira analógica à área do Direito (a legislação consagra os costumes), a área de Contabilidade estabelece normas com padrões de conduta profissional quanto a práticas gerenciais e operacionais solidificadas.

O processo decisório impõe maior conhecimento do horizonte “presente/futuro” espelhado pela variável “contingência/incerteza/risco”.

A IMA (The Association of Accountants and Financial Professional in Business) considera a contabilidade gerencial como a combinação das práticas contábeis com gestão de riscos e gestão de desempenho.

O comportamento profissional do contador(a) – crenças, valores, liderança, confiança, reputação – deve enfatizar maior “fluidez das práticas contábeis” com foco na sustentabilidade do negócio privado ou governamental.

A descentralização da economia brasileira é fenômeno necessário e crescente tanto do ponto de vista geográfico quanto da maior atuação empresarial (micro, pequenas e médias empresas) na solução dos “gargalos” técnico-operacionais de nossa sociedade.

A “capilaridade contábil” (vigência das práticas contábeis na organização, independente de porte ou localização geográfica) impõe responsabilidades à contabilidade brasileira no que tange a agregar valor à gestão das empresas e governos regionais e nacionais.

Projetar e simular os cenários do amanhã organizacional é momento de destaque nos modelos para gestão no ambiente nacional e internacional.

Tratar fatos patrimoniais e suas respectivas transações contábeis de ocorrência no horizonte presente/futuro organizacional é determinante para os processos decisórios dos negócios vitoriosos do século XXI.

Congressos, encontros, palestras, seminários, disciplinas, cursos e projetos de pesquisa ou consultoria são eventos necessários para a maior discussão, ampliar conhecimentos e direcionar o aprendizado com objetivo de maior disponibilização da Ciência Contábil às metodologias para gestão e operação dos negócios privados ou governamentais.

A Tecnologia da Informação (TI) viabiliza as práticas contábeis do projetar e simular contábil. Os sistemas integrados de gestão devem ser adequados à projeção e à simulação contábil.

Antonio de Loureiro Gil, professor de doutorado e mestrado da Universidade de São Paulo (USP) e professor titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Fonte: www.tiinside.com.br via www.mauronegruni.com.br 

Veja Também:


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sonegação não aparece em delação premiada, mas retira R$ 500 bi públicos

Empresário que sonega é visto como vítima do Estado OS R$ 500 BILHÕES ESQUECIDOS Quais são os fatores que separam mocinhos e vilões? Temos acompanhado uma narrativa nada tediosa sobre os “bandidos” nacionais, o agente público e o político corruptos, culpados por um rombo nos cofres públicos que pode chegar a R$ 85 bilhões. Mas vivemos um outro lado da história, ultimamente esquecido: o da sonegação de impostos, que impede R$ 500 bilhões de chegarem às finanças nacionais. Longe dos holofotes das delações premiadas, essa face da corrupção nos faz confundir mocinhos e bandidos. O sonegador passa por empresário, gerador de empregos e produtor da riqueza, que sonega para sobreviver aos abusos do poder público. Disso resulta uma espécie de redenção à figura, cuja projeção social está muito mais próxima à de uma vítima do Estado do que à de um fora da lei. Da relação quase siamesa entre corrupção e sonegação, brota uma diferença sutil: enquanto a corrupção consiste no desvio ...

SAT-CF-e: SEFAZ/SP muda sistema para a emissão de nota fiscal a partir de julho

O Emissor de Cupom Fiscal, aquela maquininha usada pelos lojistas para emitir a nota fiscal para o consumidor, em papel amarelo, vai, gradualmente, sair do comércio paulista. A partir do dia 1º de julho deste ano, cerca de 8 mil postos de gasolina e todos os comerciantes que possuem o equipamento com mais de cinco anos de uso serão obrigados a utilizar o chamado Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (SAT-CF-e), instalado em nova maquininha. A substituição é muito mais do que uma simples troca de equipamentos. O novo sistema vai permitir que a Secretaria da Fazenda paulista acompanhe diariamente a venda de uma loja, o que, para o fisco, é também uma forma de inibir a sonegação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O SAT-CF-e nada mais é do que um equipamento homologado pelo fisco capaz de transmitir a informação de venda da loja para a Secretaria da Fazenda sem a necessidade de o lojista intervir ou formatar arquivos, como ...

SPED | As Luízas do SPED

Texto muito legal do amigo e mestre Roberto Dias Duarte. Não deixe de ler Alguns comemoram, outros lamentam. O decreto presidencial que criou o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) completou cinco anos neste primeiro mês de 2012. Em verdade, é uma legislação relativamente singela que define, basicamente, o que ele é e quem são seus usuários. Na prática, o que impacta na vida de todas as 6 milhões de empresas brasileiras (e dos 21 milhões de empreendedores “informais”) são os projetos do SPED, ou seja, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Escrituração Contábil Digital (ECD) e a Escrituração Fiscal Digital (EFD), entre outros. Poucos se lembram, mas o SPED nasceu antes mesmo de sua “certidão de nascimento”, o Decreto 6.022, de 15 de dezembro de 2006. A Escrituração Fiscal Digital (EFD) do ICMS e do IPI foi instituída pelo Convênio ICMS nº 143. Em 14 de setembro de 2006, a primeira NF-e foi emitida e autorizada pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, com valid...