Pular para o conteúdo principal

Disrupção digital matará 40% das empresas do mundo. A sua será uma delas?

Estudo patrocinado pela Cisco mostra que apenas 25% das companhias estão tomando medidas proativas para lidar com o cenário

A disrupção digital desencadeará um rearranjo intenso no mundo dos negócios nos próximos cinco anos. Segundo um estudo da Cisco, o conceito derrubará nada menos que 40% das empresas tradicionais nesse período. Essas organizações serão impactadas por não conseguirem remodelar seus modelos de maneira rápida suficiente para acompanhar as transformações de mercado.

De acordo com o levantamento, que pesquisou 12 setores, quase metade (45%) das companhias não acredita que o tema mereça a atenção nas discussões entre os níveis mais altos da empresa.

A maioria dos executivos entrevistados vê a digitalização como um fator positivo para as empresas e a sociedade. De fato, 75% dos pesquisados acreditam que a disrupção digital é uma forma de progresso, 72% disseram que amplia o valor para os clientes e 66% sentem que habilita os indivíduos.

Ao mesmo tempo, 43% não reconhecem o risco das tecnologias disruptivas ou não abordaram o assunto suficientemente. Apenas 25% descrevem a sua abordagem para a questão como proativa.

Entre o setores destacados no relatório, produtos e serviços tecnológicos têm o maior potencial de ruptura ao longo dos próximos cinco anos. No entanto, o estudo também mostra que indústrias com foco decisivo em dados de mercado, em geral, encabeçam a lista de negócios com potencial para serem afetados por essa disrupção, incluindo os setores de Mídia e Entretenimento, Telecomunicações, Serviços Financeiros e Varejo.

Essa ruptura está sendo impulsionada pela consolidação das startups, concorrentes digitais proativos e, cada vez mais, a fusão de indústrias com a digitalização liberta as empresas a expandir o seu valor em novos mercados.

A transformação não está apenas mudando modelos de negócios, mas influenciando cadeias de valores e fragilizando barreiras entre indústrias. Os disruptores mais bem-sucedidos empregam o que o estudo chama de “perturbação disruptiva”, na qual várias fontes de valor - custo, experiência e plataforma - se fundem para criar novos modelos de negócios e ganhos exponenciais.

Em média, os executivos revelaram que esperam mudanças substanciais devido à disrupção digital, incluindo oscilações na participação de mercado dentro de cinco anos. No entanto, a pesquisa indica que quase um terço das empresas está adotando uma abordagem de "esperar para ver", na esperança de ter tempo para seguir o exemplo de concorrentes mais bem-sucedidos.

O estudo investigou a situação da disrupção digital e as perspectivas para as empresas através de um levantamento com 941 líderes empresariais em 12 indústrias e 13 países, incluindo Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.

Fonte: COMPUTERWORLD

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sonegação não aparece em delação premiada, mas retira R$ 500 bi públicos

Empresário que sonega é visto como vítima do Estado OS R$ 500 BILHÕES ESQUECIDOS Quais são os fatores que separam mocinhos e vilões? Temos acompanhado uma narrativa nada tediosa sobre os “bandidos” nacionais, o agente público e o político corruptos, culpados por um rombo nos cofres públicos que pode chegar a R$ 85 bilhões. Mas vivemos um outro lado da história, ultimamente esquecido: o da sonegação de impostos, que impede R$ 500 bilhões de chegarem às finanças nacionais. Longe dos holofotes das delações premiadas, essa face da corrupção nos faz confundir mocinhos e bandidos. O sonegador passa por empresário, gerador de empregos e produtor da riqueza, que sonega para sobreviver aos abusos do poder público. Disso resulta uma espécie de redenção à figura, cuja projeção social está muito mais próxima à de uma vítima do Estado do que à de um fora da lei. Da relação quase siamesa entre corrupção e sonegação, brota uma diferença sutil: enquanto a corrupção consiste no desvio ...

SAT-CF-e: SEFAZ/SP muda sistema para a emissão de nota fiscal a partir de julho

O Emissor de Cupom Fiscal, aquela maquininha usada pelos lojistas para emitir a nota fiscal para o consumidor, em papel amarelo, vai, gradualmente, sair do comércio paulista. A partir do dia 1º de julho deste ano, cerca de 8 mil postos de gasolina e todos os comerciantes que possuem o equipamento com mais de cinco anos de uso serão obrigados a utilizar o chamado Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (SAT-CF-e), instalado em nova maquininha. A substituição é muito mais do que uma simples troca de equipamentos. O novo sistema vai permitir que a Secretaria da Fazenda paulista acompanhe diariamente a venda de uma loja, o que, para o fisco, é também uma forma de inibir a sonegação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O SAT-CF-e nada mais é do que um equipamento homologado pelo fisco capaz de transmitir a informação de venda da loja para a Secretaria da Fazenda sem a necessidade de o lojista intervir ou formatar arquivos, como ...

SPED | As Luízas do SPED

Texto muito legal do amigo e mestre Roberto Dias Duarte. Não deixe de ler Alguns comemoram, outros lamentam. O decreto presidencial que criou o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) completou cinco anos neste primeiro mês de 2012. Em verdade, é uma legislação relativamente singela que define, basicamente, o que ele é e quem são seus usuários. Na prática, o que impacta na vida de todas as 6 milhões de empresas brasileiras (e dos 21 milhões de empreendedores “informais”) são os projetos do SPED, ou seja, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Escrituração Contábil Digital (ECD) e a Escrituração Fiscal Digital (EFD), entre outros. Poucos se lembram, mas o SPED nasceu antes mesmo de sua “certidão de nascimento”, o Decreto 6.022, de 15 de dezembro de 2006. A Escrituração Fiscal Digital (EFD) do ICMS e do IPI foi instituída pelo Convênio ICMS nº 143. Em 14 de setembro de 2006, a primeira NF-e foi emitida e autorizada pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, com valid...