Pular para o conteúdo principal

SC:Operação Amigo Oculto: Fazenda fiscaliza 2.500 varejistas na maior operação presencial da história do fisco de SC

Ação será realizada por 240 auditores nesta quarta e quinta-feira, 2 e 3 de dezembro, em 45 cidades do Estado

A fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda realiza nesta quarta e quinta-feira, 2 e 3 de dezembro, a operação Amigo Oculto, a maior ação fiscal presencial da sua história. Uma equipe de 240 auditores fiscais vai fiscalizar 2.500 varejistas nos principais shoppings e ruas de comércio de 45 cidades do Estado. Só em Florianópolis, onde atuarão 60 auditores fiscais, a meta é fiscalizar mais de 600 estabelecimentos durante a operação.

“A meta é bastante ousada, mas o fisco catarinense está mobilizado para garantir que todos os contribuintes cumpram com suas obrigações fiscais. É uma questão de justiça fiscal com quem paga os impostos em dia”, afirma o secretário Antonio Gavazzoni. O trabalho é coordenado pelo Grupo Especialista Setorial de Automação Comercial (GESAC) com apoio das Gerências Regionais da Fazenda.

Os fiscais vão verificar a regularidade dos equipamentos e aplicativos que permitem os controles das operações de vendas do comércio varejista, intensificados no período natalino. Os contribuintes foram selecionados previamente com base em dados de comercialização, entradas de mercadorias, meios de pagamento eletrônicos e utilização de recursos de automação comercial registrados no Sistema de Administração Tributária.

Os auditores fiscais também farão o controle sobre as irregularidades identificadas nas últimas operações. “Muitas vezes o contribuinte é notificado, intimado a regularizar sua situação, e ainda assim identificamos que a situação não se modificou. Neste caso, ele torna-se reincidente e pode ser desenquadrado do Simples Nacional, além de ter a multa elevada”, afirma Rogério de Mello, auditor fiscal do GESAC.

Automação comercial – em operações no varejo, os auditores fiscais verificam a regularidade do uso das ferramentas de automação comercial, que hoje garantem o controle fiscal desse setor. São fiscalizados equipamentos como  impressoras fiscais, programas aplicativos fiscais (PAF) e máquinas de cartão de crédito e débito. Desde 1º de janeiro de 2015, só é considerada regular no Estado de Santa Catarina a Especificação de Requisitos da versão 02.01, ou mais recente, para o PAF-ECF. A partir de 2017, a Especificação de Requisitos do programa aplicativo PAF-ECF evoluirá com a adoção compulsória da versão 02.03, aprovada pelo Ato COTEPE ICMS 23/2015. Esta nova versão da especificação de requisitos é fundamental para a implantação do Sistema de Informações do Varejo – SIV que já está em desenvolvimento. O SIV representará um enorme salto no controle dos contribuintes varejistas, aliando ainda uma grande simplificação do conjunto de informações prestados à Secretaria da Fazenda.

Combate à sonegação – A operação Amigo Oculto é parte do esforço de fiscalização e controle de todos os setores econômicos de Santa Catarina O trabalho é feito por Grupos Especialistas Setoriais, que buscam maximizar a arrecadação tributária por meio de operações estruturadas e focadas em possíveis indícios da ocorrência de fraudes e sonegação fiscal. Em 2015 já foram realizadas mais de 250 operações de fiscalização, que contribuíram significativamente para a manutenção da arrecadação do ICMS de Santa Catarina.

Fonte: Sefaz SC via Mauro Negruni

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sonegação não aparece em delação premiada, mas retira R$ 500 bi públicos

Empresário que sonega é visto como vítima do Estado OS R$ 500 BILHÕES ESQUECIDOS Quais são os fatores que separam mocinhos e vilões? Temos acompanhado uma narrativa nada tediosa sobre os “bandidos” nacionais, o agente público e o político corruptos, culpados por um rombo nos cofres públicos que pode chegar a R$ 85 bilhões. Mas vivemos um outro lado da história, ultimamente esquecido: o da sonegação de impostos, que impede R$ 500 bilhões de chegarem às finanças nacionais. Longe dos holofotes das delações premiadas, essa face da corrupção nos faz confundir mocinhos e bandidos. O sonegador passa por empresário, gerador de empregos e produtor da riqueza, que sonega para sobreviver aos abusos do poder público. Disso resulta uma espécie de redenção à figura, cuja projeção social está muito mais próxima à de uma vítima do Estado do que à de um fora da lei. Da relação quase siamesa entre corrupção e sonegação, brota uma diferença sutil: enquanto a corrupção consiste no desvio ...

SAT-CF-e: SEFAZ/SP muda sistema para a emissão de nota fiscal a partir de julho

O Emissor de Cupom Fiscal, aquela maquininha usada pelos lojistas para emitir a nota fiscal para o consumidor, em papel amarelo, vai, gradualmente, sair do comércio paulista. A partir do dia 1º de julho deste ano, cerca de 8 mil postos de gasolina e todos os comerciantes que possuem o equipamento com mais de cinco anos de uso serão obrigados a utilizar o chamado Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (SAT-CF-e), instalado em nova maquininha. A substituição é muito mais do que uma simples troca de equipamentos. O novo sistema vai permitir que a Secretaria da Fazenda paulista acompanhe diariamente a venda de uma loja, o que, para o fisco, é também uma forma de inibir a sonegação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O SAT-CF-e nada mais é do que um equipamento homologado pelo fisco capaz de transmitir a informação de venda da loja para a Secretaria da Fazenda sem a necessidade de o lojista intervir ou formatar arquivos, como ...

SPED | As Luízas do SPED

Texto muito legal do amigo e mestre Roberto Dias Duarte. Não deixe de ler Alguns comemoram, outros lamentam. O decreto presidencial que criou o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) completou cinco anos neste primeiro mês de 2012. Em verdade, é uma legislação relativamente singela que define, basicamente, o que ele é e quem são seus usuários. Na prática, o que impacta na vida de todas as 6 milhões de empresas brasileiras (e dos 21 milhões de empreendedores “informais”) são os projetos do SPED, ou seja, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Escrituração Contábil Digital (ECD) e a Escrituração Fiscal Digital (EFD), entre outros. Poucos se lembram, mas o SPED nasceu antes mesmo de sua “certidão de nascimento”, o Decreto 6.022, de 15 de dezembro de 2006. A Escrituração Fiscal Digital (EFD) do ICMS e do IPI foi instituída pelo Convênio ICMS nº 143. Em 14 de setembro de 2006, a primeira NF-e foi emitida e autorizada pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, com valid...