Pular para o conteúdo principal

O contador na era tecnológica

Atualmente com 12 mil profissionais inscritos, o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRC-GO) tem trabalhado há mais de cinco décadas para promover a organização e fiscalizar o exercício da profissão dos contadores e dos técnicos em contabilidade no Estado. Neste ano, comemoramos o Ano da Contabilidade no Brasil, uma campanha nacional de valorização profissional baseada sobretudo nas premissas éticas e no aprimoramento técnico e tecnológico que se incorporaram, nos últimos anos, ao labor dos profissionais.
Com a internacionalização das normas contábeis, o contador passou a ter outro perfil. A imagem que a sociedade brasileira fazia do contador, como sendo o guarda-livros de caneta atrás da orelha, não passa hoje de folclore e caricatura. Com a abertura dos mercados globais, a contabilidade já é a quarta profissão mais demandada do mundo. Novos campos de atuação deixaram para trás arranjos empíricos e trouxeram uma linguagem tecnológica e perfis especializados em consultoria, gestão e perícia. A automação de procedimentos a partir de softwares especializados mudou o cenário dos escritórios.
Paralelo a isso, é papel do Conselho reforçar as orientações aos profissionais, atuar na organização da classe e valorizar seu papel social. O contador é indispensável aos negócios, e compreender e valorizar este fato torna-se elemento vital para a economia e o desenvolvimento do País. A responsabilidade técnica do contador é tratada em legislações específicas e desde 2002 está presente no Código Civil Brasileiro. Nesse sentido, entendemos que o relacionamento do contador com a sociedade deve ser aprimorado.
Nesse intuito, o CRC-GO está lançando o livro O Contrato de Prestação de Serviços Contábeis e a Decore, demonstrando a importância de estabelecer o contrato de serviços contábeis como base legal da relação comercial contador-cliente, conforme expresso em normas do conselho. A emissão da Decore, a Declaração Comprobatória de Rendimentos, será alvo de uma campanha de conscientização que faremos junto aos contadores para promover o correto exercício profissional.
A adoção do Contrato de Prestação de Serviços Contábeis influi de maneira preventiva na redução de divergências entre contadores e seus clientes e, ainda, nos efeitos de possíveis inconformidades. Para todo o ano, redobraremos esforços de propagar essa iniciativa entre contadores, esclarecendo também os segmentos empresariais alvos do nosso trabalho e parceiros rumo ao desenvolvimento do Brasil.
Henrique Ricardo Batista | DIÁRIO DA MANHÃ
Henrique Ricardo Batista é presidente – Conselho Regional de Contabilidade de Goiás

Fonte: www.dm.com.br via www.robertodiasduarte.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sonegação não aparece em delação premiada, mas retira R$ 500 bi públicos

Empresário que sonega é visto como vítima do Estado OS R$ 500 BILHÕES ESQUECIDOS Quais são os fatores que separam mocinhos e vilões? Temos acompanhado uma narrativa nada tediosa sobre os “bandidos” nacionais, o agente público e o político corruptos, culpados por um rombo nos cofres públicos que pode chegar a R$ 85 bilhões. Mas vivemos um outro lado da história, ultimamente esquecido: o da sonegação de impostos, que impede R$ 500 bilhões de chegarem às finanças nacionais. Longe dos holofotes das delações premiadas, essa face da corrupção nos faz confundir mocinhos e bandidos. O sonegador passa por empresário, gerador de empregos e produtor da riqueza, que sonega para sobreviver aos abusos do poder público. Disso resulta uma espécie de redenção à figura, cuja projeção social está muito mais próxima à de uma vítima do Estado do que à de um fora da lei. Da relação quase siamesa entre corrupção e sonegação, brota uma diferença sutil: enquanto a corrupção consiste no desvio ...

SAT-CF-e: SEFAZ/SP muda sistema para a emissão de nota fiscal a partir de julho

O Emissor de Cupom Fiscal, aquela maquininha usada pelos lojistas para emitir a nota fiscal para o consumidor, em papel amarelo, vai, gradualmente, sair do comércio paulista. A partir do dia 1º de julho deste ano, cerca de 8 mil postos de gasolina e todos os comerciantes que possuem o equipamento com mais de cinco anos de uso serão obrigados a utilizar o chamado Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (SAT-CF-e), instalado em nova maquininha. A substituição é muito mais do que uma simples troca de equipamentos. O novo sistema vai permitir que a Secretaria da Fazenda paulista acompanhe diariamente a venda de uma loja, o que, para o fisco, é também uma forma de inibir a sonegação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O SAT-CF-e nada mais é do que um equipamento homologado pelo fisco capaz de transmitir a informação de venda da loja para a Secretaria da Fazenda sem a necessidade de o lojista intervir ou formatar arquivos, como ...

SPED | As Luízas do SPED

Texto muito legal do amigo e mestre Roberto Dias Duarte. Não deixe de ler Alguns comemoram, outros lamentam. O decreto presidencial que criou o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) completou cinco anos neste primeiro mês de 2012. Em verdade, é uma legislação relativamente singela que define, basicamente, o que ele é e quem são seus usuários. Na prática, o que impacta na vida de todas as 6 milhões de empresas brasileiras (e dos 21 milhões de empreendedores “informais”) são os projetos do SPED, ou seja, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Escrituração Contábil Digital (ECD) e a Escrituração Fiscal Digital (EFD), entre outros. Poucos se lembram, mas o SPED nasceu antes mesmo de sua “certidão de nascimento”, o Decreto 6.022, de 15 de dezembro de 2006. A Escrituração Fiscal Digital (EFD) do ICMS e do IPI foi instituída pelo Convênio ICMS nº 143. Em 14 de setembro de 2006, a primeira NF-e foi emitida e autorizada pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, com valid...