Pular para o conteúdo principal

Procon pede esclarecimentos à Fnac sobre iPhone sem imposto

Rede varejista, que está com uma loja no free shop do recém-inaugurado terminal 3 do aeroporto de Guarulhos, anunciou promoção com isenção fiscal para o aparelho da Apple

Três dias antes de inaugurar sua loja no free shop do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), no domingo, 11 de maio, a rede varejista Fnac divulgou a venda do iPhone por um preço igual ao vendido nos Estados Unidos. De acordo com a rede varejista, um aparelho de modelo 5S 16 GB desbloqueado custaria 1.492,70 reais (649 dólares), preço 47% menor do que o anunciado na loja virtual da Apple no Brasil (2.799 reais) e 40% mais barato do que na loja virtual da Fnac (2.519,10 reais), que geralmente trabalha com descontos em relação à loja física. No site da Apple nos EUA, o celular custa exatos 649 dólares. Mas, assim que a loja foi aberta, os consumidores não encontraram nenhum iPhone à venda.

Segundo a rede varejista, a Receita Federal não emitiu autorização de isenção fiscal para o produto e, por isso, ele não estava à disposição. Por esse motivo, o Procon de São Paulo notificou a empresa para que preste esclarecimentos. O órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo pede que a Fnac explique quais produtos foram beneficiados com a isenção fiscal. E, principalmente, especificar quais problemas ocorreram que justificaram o descumprimento da oferta. “A rede deve informar o procedimento adotado aos consumidores que tentaram adquirir os produtos e não tiveram os valores cumpridos, informar se existem reclamações formalizadas no Atendimento ao Cliente, bem como quais as providências tomadas sobre essas reclamações”, diz a nota do Procon.

Se for comprovada alguma irregularidade, a empresa poderá ser penalizada nos termos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Em levantamento divulgado pela Bloomberg, o Brasil aparece como o país com o iPhone 5S mais caro do mundo.

Fonte: Veja via Mauro Negruni.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sonegação não aparece em delação premiada, mas retira R$ 500 bi públicos

Empresário que sonega é visto como vítima do Estado OS R$ 500 BILHÕES ESQUECIDOS Quais são os fatores que separam mocinhos e vilões? Temos acompanhado uma narrativa nada tediosa sobre os “bandidos” nacionais, o agente público e o político corruptos, culpados por um rombo nos cofres públicos que pode chegar a R$ 85 bilhões. Mas vivemos um outro lado da história, ultimamente esquecido: o da sonegação de impostos, que impede R$ 500 bilhões de chegarem às finanças nacionais. Longe dos holofotes das delações premiadas, essa face da corrupção nos faz confundir mocinhos e bandidos. O sonegador passa por empresário, gerador de empregos e produtor da riqueza, que sonega para sobreviver aos abusos do poder público. Disso resulta uma espécie de redenção à figura, cuja projeção social está muito mais próxima à de uma vítima do Estado do que à de um fora da lei. Da relação quase siamesa entre corrupção e sonegação, brota uma diferença sutil: enquanto a corrupção consiste no desvio ...

SAT-CF-e: SEFAZ/SP muda sistema para a emissão de nota fiscal a partir de julho

O Emissor de Cupom Fiscal, aquela maquininha usada pelos lojistas para emitir a nota fiscal para o consumidor, em papel amarelo, vai, gradualmente, sair do comércio paulista. A partir do dia 1º de julho deste ano, cerca de 8 mil postos de gasolina e todos os comerciantes que possuem o equipamento com mais de cinco anos de uso serão obrigados a utilizar o chamado Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (SAT-CF-e), instalado em nova maquininha. A substituição é muito mais do que uma simples troca de equipamentos. O novo sistema vai permitir que a Secretaria da Fazenda paulista acompanhe diariamente a venda de uma loja, o que, para o fisco, é também uma forma de inibir a sonegação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O SAT-CF-e nada mais é do que um equipamento homologado pelo fisco capaz de transmitir a informação de venda da loja para a Secretaria da Fazenda sem a necessidade de o lojista intervir ou formatar arquivos, como ...

SPED | As Luízas do SPED

Texto muito legal do amigo e mestre Roberto Dias Duarte. Não deixe de ler Alguns comemoram, outros lamentam. O decreto presidencial que criou o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) completou cinco anos neste primeiro mês de 2012. Em verdade, é uma legislação relativamente singela que define, basicamente, o que ele é e quem são seus usuários. Na prática, o que impacta na vida de todas as 6 milhões de empresas brasileiras (e dos 21 milhões de empreendedores “informais”) são os projetos do SPED, ou seja, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Escrituração Contábil Digital (ECD) e a Escrituração Fiscal Digital (EFD), entre outros. Poucos se lembram, mas o SPED nasceu antes mesmo de sua “certidão de nascimento”, o Decreto 6.022, de 15 de dezembro de 2006. A Escrituração Fiscal Digital (EFD) do ICMS e do IPI foi instituída pelo Convênio ICMS nº 143. Em 14 de setembro de 2006, a primeira NF-e foi emitida e autorizada pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, com valid...