3 de out de 2012

Planejamento de auditoria e sua relevância para um trabalho eficiente – Parte II


Por Eduardo Pardini

Após ter sido delineado os objetivos do trabalho de auditoria e o escopo do trabalho, cabe ao auditor buscar obter um conhecimento detalhado do processo que será avaliado.

É muito importante que nesta etapa do planejamento, já tenha sido acordado com o gestor do processo que passará pela avaliação uma data para o levantamento do processo em questão, de forma que os colaboradores que atuam no processo tenham sido preparados para fornecer todas as informações pertinentes a sua rotina diária.

No dia agendado para o inicio dos trabalhos, deverá ser feito uma reunião com todos os envolvidos de forma a esclarecer os objetivos da auditoria, e os procedimentos que serão utilizados. Devemos ser transparentes, pois é a maneira correta para quebrarmos as barreiras existentes entre auditado e auditor.

Nesta fase, o auditor deverá, através de entrevista com os diversos colaboradores, mapear todos os procedimentos envolvidos no processo sob avaliação.

O mapeamento deve abranger procedimentos, sejam eles processados através de sistemas eletrônicos e/ou manuais, documentos que suportam a operação, evidências de revisão, supervisão, autorização, analise, conciliação e etc., interfaces, entre sistemas eletrônicos ou manual e eletrônico, enfim, toda e qualquer informação relevante para uma avaliação objetiva.

Este mapeamento deve ser formalizado em papel de trabalho, em forma de narrativa e/ou através de fluxograma, isto depende do direcionamento de cada atividade de auditoria interna, o importante é que seja claro e objetivo.

Também é um procedimento adequado manter uma copia nos papéis de trabalho dos documentos que suportam as operações, de maneira a facilitar o entendimento e a revisão por pessoas da equipe de auditoria.

Temos que ter certeza de que nossos levantamentos representam a realidade operacional do processo sob avaliação, pois todas as outras fases do trabalho serão baseadas neste entendimento. Para isso procedemos a um walk-trough, isto é caminhamos através do processo mapeado utilizando de 3 a 4 processos, desta forma se alguma coisa não foi bem entendida temos tempo para adequar.

Finalizado o levantamento, o próximo passo é:

1.  Definir os objetivos do processo,

2.  Identificar os riscos inerentes do processo,

3.  E relacionar os controles internos existentes que estão dando resposta aos riscos acima.

Os quais serão tema para o próximo artigo.


Sejam Felizes!

Fonte: Essência Sobre a Forma

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