Pular para o conteúdo principal

Planejamento de auditoria e sua relevância para um trabalho eficiente – Parte II


Por Eduardo Pardini

Após ter sido delineado os objetivos do trabalho de auditoria e o escopo do trabalho, cabe ao auditor buscar obter um conhecimento detalhado do processo que será avaliado.

É muito importante que nesta etapa do planejamento, já tenha sido acordado com o gestor do processo que passará pela avaliação uma data para o levantamento do processo em questão, de forma que os colaboradores que atuam no processo tenham sido preparados para fornecer todas as informações pertinentes a sua rotina diária.

No dia agendado para o inicio dos trabalhos, deverá ser feito uma reunião com todos os envolvidos de forma a esclarecer os objetivos da auditoria, e os procedimentos que serão utilizados. Devemos ser transparentes, pois é a maneira correta para quebrarmos as barreiras existentes entre auditado e auditor.

Nesta fase, o auditor deverá, através de entrevista com os diversos colaboradores, mapear todos os procedimentos envolvidos no processo sob avaliação.

O mapeamento deve abranger procedimentos, sejam eles processados através de sistemas eletrônicos e/ou manuais, documentos que suportam a operação, evidências de revisão, supervisão, autorização, analise, conciliação e etc., interfaces, entre sistemas eletrônicos ou manual e eletrônico, enfim, toda e qualquer informação relevante para uma avaliação objetiva.

Este mapeamento deve ser formalizado em papel de trabalho, em forma de narrativa e/ou através de fluxograma, isto depende do direcionamento de cada atividade de auditoria interna, o importante é que seja claro e objetivo.

Também é um procedimento adequado manter uma copia nos papéis de trabalho dos documentos que suportam as operações, de maneira a facilitar o entendimento e a revisão por pessoas da equipe de auditoria.

Temos que ter certeza de que nossos levantamentos representam a realidade operacional do processo sob avaliação, pois todas as outras fases do trabalho serão baseadas neste entendimento. Para isso procedemos a um walk-trough, isto é caminhamos através do processo mapeado utilizando de 3 a 4 processos, desta forma se alguma coisa não foi bem entendida temos tempo para adequar.

Finalizado o levantamento, o próximo passo é:

1.  Definir os objetivos do processo,

2.  Identificar os riscos inerentes do processo,

3.  E relacionar os controles internos existentes que estão dando resposta aos riscos acima.

Os quais serão tema para o próximo artigo.


Sejam Felizes!

Fonte: Essência Sobre a Forma

Veja Também:


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fisco notifica empresas do Simples para buscar quase R$ 1 bi em tributos atrasados

Serão cobradas omissões de 2014 e 2015
A Secretaria da Receita Federal informou que vai notificar nesta semana, por meio da página do Simples Nacional na internet, 2.189 empresas inscritas no programa para quitarem quase R$ 1 bilhão em tributos devidos. O alerta é fruto de uma ação integrada com fiscos estaduais e municipais.
Segundo o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Martins, as empresas serão notificadas quando elas entrarem no site do Simples Nacional para gerar a guia de recolhimento do imposto devido, procedimento que elas têm de fazer todos os meses. Antes de conseguirem gerar a guia, serão informadas pelo órgão sobre as divergências.
As empresas do Simples notificadas terão até o fim de setembro para regularizarem sua situação. Se não o fizerem até lá, os fiscos federal, estaduais e municipais envolvidos na operação avaliarão o resultado do projeto e identificarão os casos indicados para "abertura de procedimentos fiscais" - nos quais são cobra…

Contabilidade Digital

Iniciamos 2017 com algumas mudanças no Lucro Real como a obrigatoriedade de apresentação de assinatura de 02 contadores na retificação (correção) de registros contábeis de anos anteriores já enviados á Receita Federal pela ECD – Escrituração contábil Digital, que nada mais é que a própria contabilidade digital (Balanço, DRE, Balancete). E ainda caso a contabilidade seja considerada imprestável pelo Fisco será tributada pelo Lucro Arbitrado onerando um adicional de 20% no cálculo do IRPJ, sendo contabilidade imprestável aquela cujos registros contábeis não retratam a realidade financeira e patrimonial da empresa.
Diante deste cenário, vimos orientá-los de obrigações legais que as empresas devem estar atentas de forma a diminuir o risco tributário e não sofrer com penalidades do Fisco. Estamos numa era digital, onde o Fisco investe em tecnologia da informação ao seu favor para aumentar a arrecadação, fiscalização e combate a sonegação, bem como falhas dos contribuintes nos controles da…

Tese de que contador não se beneficia com sonegação faz empresária ser condenada

Em casos de sonegação fiscal, quem se beneficia é o empresário, e não o contador que supostamente teria cometido um ato ilegal. Foi essa a linha seguida pelo Ministério Público em um caso que acabou com a condenação, determinada pela 25ª Vara Criminal de São Paulo, de uma sócia de distribuidora de cosméticos por sonegação de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Segundo a denúncia, entre os meses de março e dezembro de 2003 a acusada inseriu números inexatos em documentos exigidos pela lei fiscal, causando um prejuízo ao fisco de aproximadamente R$ 1 milhão.
O juiz Carlos Alberto Corrêa de Almeida Oliveira afirmou que caberia à empresária manter em ordem livros fiscais e demais documentos que demonstrem a lisura das informações prestadas à autoridade fiscal e, diante disso, condenou-a à pena de três anos de reclusão – com início no regime aberto – e pagamento de 15 dias-multa, no valor mínimo unitário legal, substituindo a pena privativa de liberdade por duas r…