10 de ago de 2012

Os impactos e as (in) consequências no uso da Tecnologia da Informação nas empresas


Por Edgar Madruga

Desde o dia 7 de agosto várias empresas no Estado de Goiás têm tido dificuldades para emitir nota fiscal eletrônica. A importância desse assunto é indiscutível ao impedir o livre funcionamento do negócio das mesmas. Um comunicado oficial sobre o assunto foi publicado pela SEFAZ de Goiás inclusive.

Neste comunicado teve algo que me chamou muita atenção. Houve apenas uma queda na quantidade de notas fiscais eletrônicas emitidas de, em média, 260 mil notas, haviam sido emitidas apenas 221 mil notas diariamente. Fiquei muito curioso e fui pesquisar um pouco melhor o assunto porque apenas parte das empresas estavam com problemas. 

Houve algumas "panes"? sim, mas porque estas empresas não estavam usando as contingências previstas no projeto e que estavam disponíveis? Houve provedores de internet com problemas e isso poderia responder a pergunta mas o assunto foi além e ilustra muito a importância que determinadas empresas estão dando ao uso da Tecnologia da Informação em seus negócios.

Boa parte do problema foi porque algumas empresas não fizeram a atualização dos certificados conforme comunicado. Este procedimento nunca deveria ser um problema pois é feito uma vez por ano em todas SEFAZ e também na Receita Federal do Brasil já a um bom tempo.
E porque alguns não conseguiram? Estavam usando Windows XP "pirata" e com isso não conseguiam fazer a atualização necessária. E a solução? Comprar uma licença e deixar de brincar de gato e rato com coisas sérias? Não! 
Alguém muito criativo fez um service pack “Free”, do "jeitão brasileiro", para atualizar o Windows XP e o “problema” foi resolvido por enquanto...

Fica uma reflexão: este tipo de criatividade em algo que faz o setor de faturamento de uma empresa parar é realmente algo inteligente? 

“Somos livres para escolher, mas somos prisioneiros das conseqüências de nossas ações.” Aldo Novak 


Segue novamente o texto original do comunicado da SEFAZ GO

Os contribuintes que não atualizaram seus sistemas operacionais têm tido dificuldades para emitir nota fiscal eletrônica desde terça-feira (07 de agosto), quando foi realizada a troca de certificados da Secretaria da Fazenda (Sefaz). A Secretaria investiga as causas deste problema operacional junto à informática da pasta, da Microsoft e até do Serpro, e ressalta a necessidade de que o contribuinte continue emitindo suas notas, fazendo uso do plano de contingenciamento da Sefaz. “A única coisa que o contribuinte não pode fazer é deixar de faturar em virtude destes problemas”, informa Antônio Godoi, gerente de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), após falar dos esforços da pasta para resolver a situação.

Quando não for possível transmitir o arquivo digital da NF-e à Sefaz ou obter resposta relativa à autorização de uso da NF-e, o contribuinte deverá gerar outro arquivo digital, informando que este novo arquivo foi gerado em situação de contingência. Ele deve adotar qualquer uma das seguintes providências: pode emitir a NF-e em contingência com a impressão do DANFE em Formulário de Segurança; pode também, transmitir o arquivo digital diretamente para Receita Federal, por meio do Sistema de Contingência do Ambiente Nacional (SCAN) ou pode transmitir Declaração Prévia de Emissão em Contingência - DPEC (NF-e). Todos esses passos são descritos no portal: nfe.sefaz.go.gov.br.

Troca de certificados

A Sefaz realiza troca de certificados para emissão da nota fiscal eletrônica anualmente. Essa modificação acontece normalmente no mês de agosto e é procedimento habitual da Fazenda, que recebe, em média, 260 mil notas diariamente. Ontem foram emitidas apenas 221 mil notas. Por isso, a Secretaria solicita que os contribuintes executem os passos descritos no portal da Nota Fiscal Eletrônica, no link: http://nfe.sefaz.go.gov.br/ e façam os procedimentos necessários para que continue havendo a emissão da NF-e.

Fonte: SEFAZ GO

5 comentários:

  1. Dez as suas observações Edgar! Hoje as pessoas estão mais preocupadas em dar o "jeitinho"ou fingir que não são com elas do que se planejar para agregar valores!

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  2. Obrigado José Felix. Gostaria de aproveitar e comentar uma decisão minha:
    Todos os comentários no meu Blog são moderados. Leio e somente após são publicados. Evito com isso principalmente spam mas também algum comentário que entenda que deva ser privado e não público.
    Caro Carlos. Mande-me um email (edgarmadruga01@gmail.com) Terei o maior prazer e repeito em lhe explicar o que publiquei e o que desejei tratar neste artigo mas acho que há um equivoco em seus pontos de vista. Este blog é para eu colocar tanto o meu ponto de vista quanto o de terceiros sobre assuntos que considero relevantes. Não sou sou o "dono da verdade" nem pretendo ser. Evoluo o tempo todo e minhas opiniões não sobrevivem a novos pontos de vista ou argumentos. Elas também evoluem. Tenho meu trabalho mas aqui não represento ninguém. Não estou em qualquer cargo gerencial neste momento. Escrevo aqui como professor apenas e escrevi este artigo porque tenho vários casos concretos que ocorreram o que falei. Mais não disse que não houveram problemas na SEFAZ de Goiás, disse e o próprio site de disponibilidade mostra que o sistema de contingência estava no ar no mesmo momento. Perguntei-me porque ele não foi utilizado. Mais ainda, quantas empresas tem formulários de segurança para emissão em contingência? Sei que nem metade dos emissores de NFe tem isso. Descobri por pessoas de minha confiança que alguns estavam tendo problemas com o uso de XP pirata. Alguns e não todos. Em cima destes argumentos, questionei se isso era adequado e afirmo que muitos não estão dando a devida atenção aos impactos da tecnologia da informação nos seus negócios. Acredito nisso !!! Leia novamente o artigo com calma e veja se não foi isso que eu disse. Desafios todos temos e estar preparados para superar com maestria os esperados e previsíveis 'e o razoável e desejável. Importante eu lhe reafirmar que este 'e meu ponto de vista e não uma verdade.

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  3. "Estavam usando Windows XP "pirata" e com isso não conseguiam fazer a atualização necessária. E a solução? Comprar uma licença e deixar de brincar de gato e rato com coisas sérias? Não!"

    Esta sua fala nao corresponde a verdade na sua integralidade. Sou fornecedor de sistema NFe em alguns estados, inclusive GO, e DF. O problema é que a area de TI das secretarias de fazenda, querem que os fonecedores de software advinhem a soluçao deste tipo de problema, por aqueles provocados. Só depois de certo tempo do problema instalado é que vieram com esta nota de esclarecimento, este problema tambem ocorreu recentemente com a SEFAZ-RS, o problema nao está no XP "pirata", esta no despreparo dos gestores/tecnicos de TI destas SEFAZ em nao comunicar a solucao do problema. Quase a totalidade de meus clientes usam sistema operacional legalizados e mesmo assim enfrentamos problemas.

    Quem entende de sistemas sabe que suas alterações provocam muitas consequencias, e que deveriam ser testadas, e quantificado as consequencias destas "barbeiragens", antes de serem colocadas em produçao.

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    1. Prezados, eu estou com problemas desde de ontem para autorizar notas. Já foi atualizado a cadeia de certificado digital, e já testei em Windows XP, Windows 2003 Server e Windows 7,todos licenciados e não tive êxito. O estranho é que até ontem ne meio da tarde estava funcioando.
      Você conseguiram alguma solução?
      Rogerio Santos

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  4. Meu bom amigo anônimo, parabéns pelo seu comentário. Peço-lhe apenas que veja meu comentário acima. A citação do XP pirata foi para ilustrar o absurdo do descaso de alguns e não de todos. Sei que existem profissionais sérios que enfrentam o desafio de se relacionar com as administrações tributarias. Vejo seu domínio do assunto e adorei seu contraditório. É assim que formamos nossas opiniões. Vou ter o cuidado de ressaltar com mais ênfase na próxima vez como é emocionante este relacionamento mas a mensagem principal que alguns estão brincando com coisa seria...

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Compartilhando idéias e experiências sobre o cenário tributário brasileiro, com ênfase em Gestão Tributária; Tecnologia Fiscal; Contabilidade Digital; SPED e Gestão do Risco Fiscal. Autores: Edgar Madruga e Fabio Rodrigues.

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