Pular para o conteúdo principal

Primeira palestra da Sexta do Conhecimento do CRC GO destaca os impactos no Lucro Presumido



Na primeira edição da Sexta do Conhecimento, realizada no dia 17 de abril, o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRC-GO), em parceria com o IPOG, recebeu o palestrante Mauro Fernando Gallo para a ministração do tema: Distribuição de Lucro e seus Impactos no Lucro Presumido. O presidente do CRC-GO, Elione Cipriano da Silva, realizou a abertura do evento para um público de mais de 80 pessoas, dentre elas a conselheira do CRC-GO, Josenilda Ribeiro, e o ouvidor assistente do CRC-GO, Otávio Martins Júnior. Com a mudança da legislação em 2014, as empresas encaixadas no lucro presumido deverão apresentar a sua contabilidade ao Fisco.

O palestrante Mauro Gallo ressalta que as novas regras devem estabelecer uma mudança de comportamento entre empresários, contabilistas e o Fisco. “Todas aquelas empresas do presumido, que pela Receita Federal não precisavam mostrar a sua contabilidade, e desta forma podiam distribuir seu lucro à vontade, passaram a ter que apresentar a contabilidade, isso se distribuírem um montante chamado de lucro oficial, e não mais o lucro presumido fiscal”, explica. Segundo Gallo, entregar um SPED Contábil significa expor a contabilidade totalmente ao Fisco. “Estas são ações que muitos tentam evitar, principalmente por problemas que ocorrem com a contabilidade, como a falta de um documento que não foi efetuado corretamente. Por outro lado, eu notei que esta foi uma possibilidade de os participantes corrigirem essa contabilidade, sem grandes custos tributários, através do lucro arbitrado, pois é uma saída que eles têm para postergar a distribuição de lucro do ano passado, passando a operar tranquilo a partir desse ano”, declara.

Embora as mudanças sejam recentes, as alterações no Fisco já ocorrem desde a Nota Fiscal Eletrônica, como informa o palestrante Mauro Fernando Gallo. “Essa mudança em distribuição de lucro é muito recente, nasceu em 2014, porém as mudanças no Fisco passaram a ocorrer desde a Nota Fiscal Eletrônica. Isso significa uma mudança de comportamento, porque se eu, como uma empresa, compro alguma mercadoria de outro fabricante, o Fisco já fica sabendo dessa compra antes da mercadoria sair do meu fornecedor. Então ele passa a controlar minhas compras, e consequentemente fica sabendo que eu preciso vender um volume superior a esse. Antes, muitos empresários não passavam todas as notas de compras para os contadores. Nem todas as compras eram registradas. Com a Nota Fiscal Eletrônica, isso vem sendo combatido. Posteriormente à Nota Fiscal Eletrônica, nasceram os SPEDS, primeiro o Fiscal, depois o Contábil. É uma mudança de comportamento que as empresas têm que adotar. As coisas mudaram, o Fisco está se aperfeiçoando e alguns empresários já estão mudando. O país está passando por uma fase de maior controle fiscal, e isso só vai crescer”, assegura.

Fonte: Assessoria de Imprensa CRC-GO – Izadora Louise

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fisco notifica empresas do Simples para buscar quase R$ 1 bi em tributos atrasados

Serão cobradas omissões de 2014 e 2015
A Secretaria da Receita Federal informou que vai notificar nesta semana, por meio da página do Simples Nacional na internet, 2.189 empresas inscritas no programa para quitarem quase R$ 1 bilhão em tributos devidos. O alerta é fruto de uma ação integrada com fiscos estaduais e municipais.
Segundo o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Martins, as empresas serão notificadas quando elas entrarem no site do Simples Nacional para gerar a guia de recolhimento do imposto devido, procedimento que elas têm de fazer todos os meses. Antes de conseguirem gerar a guia, serão informadas pelo órgão sobre as divergências.
As empresas do Simples notificadas terão até o fim de setembro para regularizarem sua situação. Se não o fizerem até lá, os fiscos federal, estaduais e municipais envolvidos na operação avaliarão o resultado do projeto e identificarão os casos indicados para "abertura de procedimentos fiscais" - nos quais são cobra…

É possível aproveitar créditos de PIS e COFINS na aquisição do MEI?

Dentre as diversas dúvidas que surgem na apuração do PIS e da COFINS está a possibilidade de aproveitamento de créditos em relação às aquisições de Microempreendedores Individuais - MEI, uma vez que estes contribuintes são beneficiados com isenção, ficando obrigados apenas ao recolhimento de valores fixos mensais correspondentes à contribuição previdenciária, ao ISS e ao ICMS.
Neste artigo, pretendo esclarecer está dúvida e aprofundar um pouco mais a análise sobre o perfil do Microempreendedor Individual.
Quem é o Microempreendedor Individual?
Por meio da Lei Complementar n° 123/2006, que instituiu o Simples Nacional, surgiu a figura do Microempreendedor Individual – MEI, uma espécie de subdivisão do regime unificado, com o objetivo de trazer à formalidade pequenos empreendedores, para os quais, mesmo o Simples seria de difícil cumprimento.
Somente poderá ser enquadrado como MEI, o empresário a que se refere o artigo 966 do Código Civil, ou seja, aqueles que não constituíram sociedade…

AS 5 PRINCIPAIS CAUSAS DE ESTOQUE NEGATIVO OU SUPERFATURADO

O controle de estoque é um gargalo para as empresas que trabalham com mercadorias. Mesmo controlando o estoque com inventários periódicos as empresas correm o risco de serem autuadas pelos FISCOS, uma vez que nem sempre o estoque contabilizado pela empresa representa o seu real estoque. Partindo dessa análise pode-se dizer que as empresas possuem pelo menos três inventários que quase sempre não se equivalem. O primeiro é o inventário realizado pela contagem física de todos os produtos do estabelecimento. O segundo inventário é fornecido pelo sistema de gestão (ERP). Por fim, tem-se o INVENTÁRIO FISCAL que é o quantitativo que o FISCO espera que a empresa possua.

E COMO O FISCO CALCULA ESSE ESTOQUE?
O cálculo é feito pela fórmula matemática onde [ESTOQUE INICIAL] + [ENTRADAS] deve ser igual [SAÍDAS] + [ESTOQUE FINAL]. Ocorrendo divergências pode-se encontrar Omissão de Entrada ou Omissão de Saída (Receita). A previsão legal para tal auditoria encontra-se no Artigo 41, da Lei Federal nº…