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Entenda como a Polícia Federal faz uso da TI para combater crimes eletrônicos

Com foco em fraudes virtuais e crimes de alta tecnologia criou-se a Base Nacional de Fraudes Bancárias Eletrônicas, avaliada por um grupo permanente de análise, que é alimentada com dados dos bancos públicos e da Febraban

O trabalho da Polícia Federal no combate a crimes cibernéticos não é nada fácil fase aos 28,1 milhões de domicílios com computador, sendo 24,3 milhões com acesso à internet e 80,9 milhões de usuários de rede.
O mais assustador é que o Brasil é dono de 37 milhões de contas Internet Banking. Em 2012, as transações online representaram 39% do total de transações do mercado, sendo hoje o canal preferencial de uso, seguido do ATM com 25%.
Diante deste cenário, João Vianey Xavier Filho, chefe do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos, expõe aos participantes do IT Forum Expo/Black Hat o projeto Tentáculos da Polícia Federal.
“Com foco em fraudes eletrônicas, venda de medicamentos e crimes de alta tecnologia criou-se a Base Nacional de Fraudes Bancárias Eletrônicas, avaliada por um grupo permanente de análise, que é alimentada com dados dos bancos públicos e da Febraban”, revela.
A partir da unificação, a Polícia Federal pode identificar a atuação de quadrilhas em vários estados, gerando inquéritos unificados. A base começou a ser alimentada em 2008 pela Caixa Econômica e em 2009 pela Febraban. “Hoje temos dez grupos regionais de combate instalados no Maranhão, Ceará e São Paulo.”
No período de 2001 e 2009 foram feitas 1.044 prisões em diversos estados, e até 2008 a Polícia Federal tinha cerca de 16 mil inquéritos para esse tipo de crime, a maioria deles da Caixa Econômica Federal. “Apesar de termos feito mais de mil prisões o prejuízo financeiro continuava crescendo”, revela o delegado ao apontar que hoje já é notória a reviravolta e uma melhora ano a ano.
Enquanto o Tentáculo continua a evoluir, outro projeto, nomeado de Oráculo, está em planejamento, juntamente com uma ferramenta de BI (Business Intelligence), que será utilizada para analisar as informações recebidas dos bancos. Até aqui, o projeto Tentáculo gerou 240 relatórios e detalhes sobre cerca de 30 mil fraudes.
De acordo com Vianey, até o início da Copa do Mundo de 2014, a Polícia Federal quer colocar em operação este novo projeto, com o objetivo de rastrear e continuar a inibir crimes cibernéticos. O Oráculo vai aplicar às fraudes eletrônicas os mesmos princípios adotados pelo projeto Tentáculos contra fraudes bancárias online. “A Copa do Mundo e as Olimpíadas estão vindo aí, além de nossas atividades de dia a dia vamos ter um chamariz enorme que pode gerar inconvenientes críticos, por isso centralizar ambientes de rede é outro desejo”, revela. A necessidade de centralização de dados é inevitável para dar mais eficiência à investigação, segundo o delegado.
A concentração de eventos de grande porte abre a possibilidade de ataques de negação de serviços, invasões, ataques de defacement, malwares, botnets e, principalmente, ataques a sistemas críticos. Daí a intenção de expandir a atuação da PF para além das fraudes bancárias.

Crimes cibernéticos mais comuns

Os crimes cibernéticos crescem em proporção diretamente relacionada a evolução e a inclusão digital. Assim, os mais comuns cometidos através da internet são:
- furto em contas bancárias com internet banking;
- pornografia infantil;
- crimes de ódio;
- crimes contra a honra;
- ameaça;
- venda de produtos ilegais e outros.

Fonte: InformationWeek

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