15 de dez de 2013

Governo de SP quer todos os dados digitalizados e disponíveis para os cidadãos

André da Costa Silva, responsável pela TI da Secretaria de Educação, fala sobre o desafio de tornar as informações públicas acessíveis

Não é de hoje que a população vem pressionando o governo por mais transparência e fim da corrupção e, enquanto não é possível garantir que os desvios de verba pública tenham fim, a TI faz sua parte. A meta dos CIOs das mais diferentes áreas do governo é disponibilizar na internet a maior quantidade possível de dados, um desafio e tanto para os profissionais envolvidos.
Um deles é André da Costa Silva, responsável pela TI da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que compartilhou sua experiência durante palestra realizada no IT Forum Expo/Black Hat. “As recentes manifestações geraram no governo a necessidade de prestar contas melhor e a demanda é que toda informação gerada seja disponibilizada de forma eletrônica”, explica ele, que também é professor da BandTec.
Na área de educação, Silva enumera alguns projetos já desenvolvidos. Um deles mostra, online, o controle diário de frequência de alunos da rede pública de acordo com cada aula. O mesmo foi feito com relação aos funcionários das instituições de ensino. O trabalho foi tão bem-sucedido que a plataforma, chamada de EduDados, levou o prêmio “Melhor Aplicação para Disseminação da Informação”, de 2013, concedido pela MicroStrategy.
Por meio da plataforma também é possível consultar escolas por região, número e perfil de alunos, quadro funcional, entre outras informações. Apesar de ter se intensificado após as manifestações ocorridas neste ano, o movimento de digitalização de dados começou a ganhar importância após a criação da Lei de Acesso à Informação, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro de 2011 para regulamentar o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas.
Desde então, grandes portais de transparência foram criados, como o Dados abertos (www.dadosabertos.gov.br), que compila diferentes tipos de dados como informações da saúde suplementar, do sistema de transporte, de segurança pública, indicadores de educação, gastos governamentais, entre outros.
Questionado sobre qual o prazo para que os projetos de digitalização cheguem ao fim na secretaria de Educação, Silva é categórico: “É um projeto infinito”. Agora, os próximos passos são, além do aumento dos dados disponíveis, a melhora da qualidade da informação para que sejam autoexplicativas. “Hoje ainda faltam informações sobre os dados e sobre como usa-los. Muitos deles apresentam apenas uma breve descrição. Além disso, não há uma padronização dos registros”, completa  Silva.

Fonte: informationweek

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