Pular para o conteúdo principal

Governo de SP quer todos os dados digitalizados e disponíveis para os cidadãos

André da Costa Silva, responsável pela TI da Secretaria de Educação, fala sobre o desafio de tornar as informações públicas acessíveis

Não é de hoje que a população vem pressionando o governo por mais transparência e fim da corrupção e, enquanto não é possível garantir que os desvios de verba pública tenham fim, a TI faz sua parte. A meta dos CIOs das mais diferentes áreas do governo é disponibilizar na internet a maior quantidade possível de dados, um desafio e tanto para os profissionais envolvidos.
Um deles é André da Costa Silva, responsável pela TI da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que compartilhou sua experiência durante palestra realizada no IT Forum Expo/Black Hat. “As recentes manifestações geraram no governo a necessidade de prestar contas melhor e a demanda é que toda informação gerada seja disponibilizada de forma eletrônica”, explica ele, que também é professor da BandTec.
Na área de educação, Silva enumera alguns projetos já desenvolvidos. Um deles mostra, online, o controle diário de frequência de alunos da rede pública de acordo com cada aula. O mesmo foi feito com relação aos funcionários das instituições de ensino. O trabalho foi tão bem-sucedido que a plataforma, chamada de EduDados, levou o prêmio “Melhor Aplicação para Disseminação da Informação”, de 2013, concedido pela MicroStrategy.
Por meio da plataforma também é possível consultar escolas por região, número e perfil de alunos, quadro funcional, entre outras informações. Apesar de ter se intensificado após as manifestações ocorridas neste ano, o movimento de digitalização de dados começou a ganhar importância após a criação da Lei de Acesso à Informação, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro de 2011 para regulamentar o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas.
Desde então, grandes portais de transparência foram criados, como o Dados abertos (www.dadosabertos.gov.br), que compila diferentes tipos de dados como informações da saúde suplementar, do sistema de transporte, de segurança pública, indicadores de educação, gastos governamentais, entre outros.
Questionado sobre qual o prazo para que os projetos de digitalização cheguem ao fim na secretaria de Educação, Silva é categórico: “É um projeto infinito”. Agora, os próximos passos são, além do aumento dos dados disponíveis, a melhora da qualidade da informação para que sejam autoexplicativas. “Hoje ainda faltam informações sobre os dados e sobre como usa-los. Muitos deles apresentam apenas uma breve descrição. Além disso, não há uma padronização dos registros”, completa  Silva.

Fonte: informationweek

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

É possível aproveitar créditos de PIS e COFINS na aquisição do MEI?

Dentre as diversas dúvidas que surgem na apuração do PIS e da COFINS está a possibilidade de aproveitamento de créditos em relação às aquisições de Microempreendedores Individuais - MEI, uma vez que estes contribuintes são beneficiados com isenção, ficando obrigados apenas ao recolhimento de valores fixos mensais correspondentes à contribuição previdenciária, ao ISS e ao ICMS.
Neste artigo, pretendo esclarecer está dúvida e aprofundar um pouco mais a análise sobre o perfil do Microempreendedor Individual.
Quem é o Microempreendedor Individual?
Por meio da Lei Complementar n° 123/2006, que instituiu o Simples Nacional, surgiu a figura do Microempreendedor Individual – MEI, uma espécie de subdivisão do regime unificado, com o objetivo de trazer à formalidade pequenos empreendedores, para os quais, mesmo o Simples seria de difícil cumprimento.
Somente poderá ser enquadrado como MEI, o empresário a que se refere o artigo 966 do Código Civil, ou seja, aqueles que não constituíram sociedade…

AS 5 PRINCIPAIS CAUSAS DE ESTOQUE NEGATIVO OU SUPERFATURADO

O controle de estoque é um gargalo para as empresas que trabalham com mercadorias. Mesmo controlando o estoque com inventários periódicos as empresas correm o risco de serem autuadas pelos FISCOS, uma vez que nem sempre o estoque contabilizado pela empresa representa o seu real estoque. Partindo dessa análise pode-se dizer que as empresas possuem pelo menos três inventários que quase sempre não se equivalem. O primeiro é o inventário realizado pela contagem física de todos os produtos do estabelecimento. O segundo inventário é fornecido pelo sistema de gestão (ERP). Por fim, tem-se o INVENTÁRIO FISCAL que é o quantitativo que o FISCO espera que a empresa possua.

E COMO O FISCO CALCULA ESSE ESTOQUE?
O cálculo é feito pela fórmula matemática onde [ESTOQUE INICIAL] + [ENTRADAS] deve ser igual [SAÍDAS] + [ESTOQUE FINAL]. Ocorrendo divergências pode-se encontrar Omissão de Entrada ou Omissão de Saída (Receita). A previsão legal para tal auditoria encontra-se no Artigo 41, da Lei Federal nº…

O futuro dos escritórios de contabilidade

Ao buscar um profissional para integrar seus quadros, a Berti Contadores Associados recebeu três ex-proprietários de pequenos escritórios de contabilidade que desistiram de atuar por conta própria.
A situação reflete as dificuldades enfrentadas pelos pequenos empresários, diante da maior necessidade de conhecimento técnico e de gestão e investimentos em tecnologia, avalia o sócio da Berti e presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), Mario Berti.
O cenário atual leva muitas empresas a buscar associações, parcerias, ou mesmo novos modelos de negócios. “Há associações para aproveitar a expertise de cada empresa e juntas atravessar essa turbulência de mercado”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP), Márcio Shimomoto.
As parcerias existem há algum tempo, as fusões estão acontecendo e as redes aumentam o número de filiados, confirma  o vice-presidente técnico do Conselho Federal de Contabil…