22 de jun de 2014

Burocracia e crescimento

A crise econômica, que desde 2008 atinge o mundo em proporções diferentes e numa espécie de revezamento, parece ainda longe de terminar. O Brasil, mesmo sendo um dos países menos afetados desde o início, como era de se esperar para um País que é visto como uma das maiores promessas entre as nações emergentes, formando junto com Rússia, China, Índia e África do Sul o bloco denominado BRICS, conseguiu se manter em crescimento, mesmo que pequeno, ao mesmo tempo em que praticamente assegurou o pleno emprego. Com uma previsão do PIB (Produto Interno Bruto) para 2013 de 2,5%, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central (BC), podemos dizer que não temos o ritmo do desenvolvimento esperado e necessário, mas certamente temos conseguido superar situações difíceis, sobretudo relacionadas ao cenário externo.

Cabe lembrar que em 2012 crescemos 1% e que as projeções para este ano indicam um PIB em torno de 1,8%. De novo, não são dados otimistas, estamos ainda falando de um pibinho, mas estamos muito longe das históricas crises que nos levaram literalmente ao fundo do poço, ao descrédito internacional. Hoje temos reservas perto de US$ 400 bilhões, o que nos dá uma folga muito grande, principalmente quando comparamos ao passado não muito distante. É um crescimento pequeno, mas constante. Se compararmos com países desenvolvidos europeus, estamos com desempenho muito melhor.

Além disso, o Brasil tem diversas vantagens em relação a países desenvolvidos: terra com condições de plantio, grande quantidade de água e clima que favorece a agricultura e a pecuária; temos petróleo e a expectativa ainda grande em torno da camada pré-sal em grande extensão no nosso litoral, o que deve ampliar sobremaneira nossas reservas em petróleo e gás natural; há uma indústria moderna e competitiva e um parque tecnológico em franco crescimento; entre outras coisas, temos ainda estabilidade social e política, em termos comparativos, e uma infraestrutura que poderia ser melhor, mas não é das piores. Ou seja, temos tudo para continuar nesta linha de ampliação da nossa economia e cada estado contribuindo com as suas principais vantagens socioeconômicas.

Infelizmente, o País ainda sofre com alguns entraves burocráticos que atrasam e, até mesmo, paralisam a evolução dos processos de desenvolvimento e crescimento. Atualmente, existem alguns mecanismos, se assim podemos chamar, que facilitam o dia a dia das empresas, sem contar que reduzem os custos operacionais e aumentam o lucro das organizações, já que a fluidez das operações se torna muito mais rápida. Me refiro à Certificação Digital. Mesmo sendo obrigatória para algumas ações junto ao governo e órgãos fiscalizadores, muitos empresários, a despeito dessa obrigatoriedade, já perceberam que o tempo ganho com o uso da assinatura digital traz benefício na gestão das empresas e permite maior rapidez em outras operações. Isso sem falarmos sobre os gastos com papéis, reconhecimentos em cartórios, entrega de documentos, entre outras coisas.

A Certificação Digital atribui autenticidade e garante a integridade dos documentos eletrônicos assinados. Além disso, torna a empresa mais transparente, permite maior controle sobre todas as etapas produtivas e inibi a sonegação por parte de fornecedores. A validade jurídica dos documentos eletrônicos assinados de forma digital está garantida pela legislação brasileira, que concede à assinatura digital o mesmo valor que a assinatura manuscrita, por ser feita por meio de um Certificado Digital ICP-Brasil.

Desburocratizando processos, agilizando as atividades e estabelecendo novas facilidades aos empreendedores, as empresas irão melhorar seus desempenhos cada vez mais e isso fará com que todos os Estados cresçam ainda mais e proporcionem ao País o afastamento da máxima de se andar sempre ao risco de tornar-se novamente a “bola da vez” para investimentos estrangeiros.

Queremos uma nação às claras, que afugente de vez as pechas que nos são atribuídas relatando operações obscuras e permita pela transparência a conquista de espaços cada vez melhores e mais nobres no cenário internacional.

Fonte: DCI – SP via Mauro Negruni.

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