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O custo de não fazer nada pela saúde



Por Edgar Madruga



Ao longo de minha vida profissional tenho compartilhado temas ligados à área tributária e feito convites para pensarmos de forma estratégica a gestão do risco fiscal. Hoje, quero fazer algo diferente. Continua sendo um convite, mas um convite para que você se cuide!

Falo da campanha Novembro Azul, em prol da prevenção do câncer de próstata. Queria lhe perguntar: você já foi fazer a gestão do risco de sua saúde? Para nós, tão acostumados com a importância do aprendizado constante na área profissional, por que também não utilizarmos estas técnicas no campo pessoal?

As respostas não são tão simples, pois estamos falando de comportamento, de pessoas. Para quem já tomou esta decisão, parabéns! E os demais? Vamos esperar tomar um susto, tal qual uma multa fiscal em decorrência de um “desafio” não corretamente observado? Desejo sinceramente que não.

Como homem, sei – em causa própria – o quanto somos mais resistentes que as mulheres à ideia de ir regularmente ao médico. Mas este comportamento leva ao risco de descobrirmos a doença em estágio já avançado, dificultando em muito o tratamento.

Conforme a Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de próstata é o câncer mais frequente no sexo masculino. Estatísticas apontam que a cada seis homens, um é portador da doença. Na fase inicial, em que não há qualquer sintoma do mesmo, as chances de cura são de cerca de 90%.

Conversei com amigos médicos e eles me informaram que a “gestão do risco” recomendada é que homens a partir de 50 anos procurem um urologista para realizar exames de prevenção. Estes exames consistem numa coleta de sangue para medir a dosagem do PSA e o exame digital retal. Aqueles com maior risco da doença devem procurar o urologista a partir dos 45 anos. Detalhes que não domino, o urologista com certeza explicará melhor do que eu.

Philip Kotler tem uma frase que muito uso em minhas palestras: “As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.” Então, parafraseando Kotler, lhe convido a preocupar-se com o custo de não fazer nada por sua saúde.



Edgar Madruga é professor e coordenador do MBA em Contabilidade e Direito Tributário do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (Ipog)

Publicado no Jornal O Popular de 25/11/2014

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