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Apple Pay segue PayPal e entra no mercado de pagamentos

iPhone 6, da Apple: novo serviço permite que consumidores comprem produtos nas lojas usando apenas o aparelho
San Francisco/Nova York - Jack Dorsey fundou a startup de pagamentos Square com a missão de repensar a forma como as pessoas compram e vendem coisas com seus telefones celulares.

O aumento da concorrência pode levar alguns comerciantes a repensarem o uso do serviço da Square.

Veja como exemplo Fabrice Yopa, que usava o Square para coletar pagamentos para sua empresa de vídeos on-line. Yopa abandonou o serviço um mês atrás, dizendo que não ficou satisfeito com a forma como o Square gerenciou US$ 4.000 em pagamentos de assinantes congelados.

“Nós nunca tivemos esse tipo de problema com nenhuma outra empresa que usamos, o que inclui o PayPal”, disse Yopa. “Eu não recomendaria o Square para ninguém”.

Com o lançamento de hoje do Apple Pay, um serviço que permite que os consumidores comprem produtos nas lojas usando um iPhone, da Apple, e a iminente separação do PayPal da eBay, mais clientes do Square podem ser atraídos por serviços rivais que oferecem tarifas mais baixas, transações mais fáceis e uma base mais profunda de compradores e vendedores.

O endurecimento da rivalidade entre o Square, a Apple, o PayPal e outros provedores de tecnologias de pagamento -- todos apostando em um futuro em que as carteiras digitais substituirão o dinheiro e os cartões de crédito -- reflete as apostas crescentes em um mercado que a EMarketer estima que valerá US$ 118 bilhões até 2018, contra US$ 3,5 bilhões neste ano.

A Square, que tem Dorsey, o presidente do conselho do Twitter, como um de seus fundadores, foi uma das primeiras empresas a lançar a tecnologia que transforma smartphones e tablets em leitores de cartões de crédito.

O serviço atraiu comerciantes menores em busca de uma forma fácil de receber pagamentos dos clientes por produtos e serviços, mas a startup está buscando expandir e abarcar empresas varejistas maiores.

Vantagem suficiente

A questão-chave é se os quase US$ 600 milhões em financiamento ao longo de cinco anos deram ao Square vantagem suficiente para se distanciar dos rivais, segundo Scott Jacobson, diretor-geral da Madrona Venture Group em Seattle.

“O Square terá que descobrir como viver ou morrer por seus próprios meios”, disse Jacobson, em uma entrevista.

Um dos principais desafios para todos os serviços de pagamento é equilibrar a necessidade de servir os clientes de forma rápida com o cumprimento das regulações e da segurança de crédito.

O Square já registrou mais de 1 milhão de empresas desde sua estreia, em 2009, disse uma fonte com conhecimento da informação.

A startup com sede em São Francisco processa cerca de US$ 30 bilhões em vendas de comerciantes por ano e as tarifas geraram cerca de US$ 900 milhões em receita neste ano, segundo a fonte, que pediu para não ser identificada porque os números não são públicos.

O Square foi avaliado em US$ 6 bilhões em sua última rodada de financiamento neste mês, acima dos US$ 5 bilhões de janeiro. A empresa foi tema de relatos, neste ano, de que estava em negociações para ser adquirida.

Pioneira dos pagamentos

O PayPal, que continuará sendo parte do eBay, empresa com sede em San José, Califórnia, até o fim do ano que vem, é muito maior que o Square e está à frente dos demais também no ramo de pagamentos digitais.

Possui 157 milhões de compradores e vendedores ativos completando transações pela internet. O PayPal processou US$ 215,6 bilhões em pagamentos nos últimos 12 meses e tem US$ 7,58 bilhões em receita.

O PayPal também oferece leitores de cartão para smartphones e uma caixa registradora para lojas.

Outra força a ser considerada é o Apple Pay, que será lançado nos EUA para os modelos iPhone 6 e iPhone 6 Plus.

A Apple está trabalhando com a Stripe, que permite pagamentos em aplicativos móveis, e inscreveu bancos e emissoras de cartões como Visa  e MasterCard no serviço.

“O Square terá que lançar novos produtos e serviços tão rapidamente quanto seus concorrentes”, disse James Wester, diretor de pesquisa de práticas de pagamentos globais da IDC, em Framingham, Massachusetts.

Serena Saitto, da Bloomberg
Spencer Soper, da Bloomberg

Fonte: Exame.

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