4 de out de 2014

O eSocial e a empregabilidade do Pessoal do DP

Para trabalhar com o eSocial será exigido um nível de conhecimento
profundo da área trabalhista, previdenciária e tributária no que concerne
às relações trabalhistas, retenções previdenciárias, segurança e medicina
do trabalho, recolhimentos de imposto de renda e outras obrigações.
O “Pessoal do DP” – como costumo referenciar os profissionais que atuam no Departamento de Pessoal, envolvidos com admissões, rescisões e folha de pagamento dentre outras rotinas – serão, ou deverão ser, os maiores conhecedores e gestores do eSocial. E quem mais conhecer, mais empregabilidade terá.
Certamente você já leu que o eSocial é a nova obrigação contendo informações ao governo relativamente às obrigações trabalhistas, fiscais e previdências sobre todas as relações onerosas de trabalho e que vai eliminar diversas outras obrigações acessórias já existentes, tais como GFIP, RAIS, CAGED eDIRF. Se não leu, entre no portal www.esocial.gov.br e lá já há várias informações, além de grupos de estudos nas redes sociais com a participação de vários bons profissionais de todas as áreas envolvidas. Sabe também que ainda não há previsão oficial para início, talvez e muito provavelmente somente ocorra em 2016.
Sim, certamente você também já leu que haverá o envio até diário de informações em aproximadamente cinqüenta tipos de arquivos diferentes e que o governo pretende – e conseguirá – fiscalizar melhor o cumprimento da legislação já existente. E você também já leu que é complexo, que vai onerar as empresas, que vai envolver vários setores da empresa e ainda, que não há obrigação mais complexa dentro do SPED– Sistema Público de Escrituração Digital.
O que talvez você ainda não tenha lido é que o eSocial proporcionará um nível de empregabilidade nunca antes visto aos profissionais que atuam no DP. Mas tal empregabilidade será apenas àqueles que se propuserem – desde já – a estudar (ou reciclar conhecimentos) não só sobre o eSocial mas também sobre as legislações e procedimentos nas áreas trabalhista e previdenciária.
E aqui vamos separar dois grupos de profissionais: os que estão pensando que podem deixar para pensar no eSocial somente quando começar oficialmente e os que já estão trabalhando com os dados divulgados. E a diferença na empregabilidade entre os dois grupos veremos muito em breve: quem está esperando ficará desesperado para conhecer o que é o eSocial em detalhes, mas o tempo será muito curto. E quem já está estudando – começará a escolher melhores salários e melhores empregos, já que a demanda por profissionais conhecedores do tema será muito grande, tenho certeza absoluta.
Para trabalhar com o eSocial será exigido um nível de conhecimento profundo da área trabalhista, previdenciária e tributária no que concerne às relações trabalhistas, retenções previdenciárias, segurança e medicina do trabalho, recolhimentos de imposto de renda e outras obrigações. Assim, aqueles que mais se dedicarem aos estudos das legislações e práticas da área de DP terão maior facilidade em migrar para a nova obrigação e poderão até mesmo escolher onde trabalhar.
Não bastará um “clicar de botões” no sistema. Para clicar os botões será necessário conhecer “quais botões clicar” e aí estará o grande diferencial entre um profissional que se dedicar ao estudo e outro que não dedicar um tempo de sua vida para a reciclagem de conhecimentos e aprendizado sobre as rotinas que envolvem o eSocial.
Para finalizar, deixo uma dica: aprendam mais, reciclem seus conhecimentos sobre a área trabalhista fiscal e previdenciária. Estudem o que há sobre o eSocial – e já há bastante coisa. Haverá duas escolhas: ficar desesperado depois ou escolher onde trabalhar e ter aumento de salário. Qual a sua escolha?

por Zenaide Carvalho
“Por maior que seja a capacidade, sem treinamento não se manifesta.”
(Taniguchi)

Fonte: Zenaide via Roberto Dias Duarte

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