Pular para o conteúdo principal

NFC-e: obrigação desnecessária ou Avanço imprescindível?

Prevista para ser implantada em 25 estados de acordo
com cronograma de cada unidade federada, a NFC-e
passará a ser obrigatória no Rio Grande do Sul a partir
de 1º de setembro. O calendário se estenderá até 1º de j
aneiro de 2018, abarcando os demais estados.
Se, por um lado, a Nota Fiscal de Consumo eletrônica (NFC-e) permitirá ganhos fiscalizatórios expressivos, especialmente pela infraestrutura tecnológica presente em sua essência, por outro, levará a um grande intercâmbio de informações de consumo em tempo real, criando uma extensa teia de dados entre o fisco, empresas e clientes.
Prevista para ser implantada em 25 estados de acordo com cronograma de cada unidade federada, a NFC-e passará a ser obrigatória no Rio Grande do Sul a partir de 1º de setembro. O calendário se estenderá até 1º de janeiro de 2018, abarcando os demais estados.
A exemplo das Notas Fiscais eletrônicas (NF-es), a NFC-e cria um novo paradigma na emissão de notas fiscais para o consumidor final, com validade jurídica. A gestão deste volume expressivo de informações pelo fisco e pelas empresas levará maior transparência ao mercado.
Paralelamente, ajudará a reduzir o custo Brasil e será um fator decisivo para promover um ambiente econômico mais competitivo. Até ambientalmente terá reflexos, pois argumenta-se que poderá reduzir o corte de árvores para a fabricação de papel.
A NFC-e também se transformará em um meio inteligente para ajustar certos procedimentos hoje considerados burocráticos e contraproducentes nas empresas, como o uso da Emissora de Cupom Fiscal homologada e os característicos processos de redução Z, mapa-resumo e fechamento de caixa.
Com a implantação do projeto, estes e outros processos serão melhorados, possibilitando, inclusive, a realização de checkout pelo próprio vendedor e a mobilidade do ponto de venda. A nota desburocratizará o varejo, aperfeiçoando seus métodos e promovendo mais flexibilidade, agilidade e qualidade de atendimento ao consumidor.
A infraestrutura tecnológica da NFC-e possibilitará ainda que o cliente compre com mais segurança e rapidez, uma vez que vai flexibilizar a distribuição de pontos de venda, inclusive em locais fisicamente separados das tradicionais ilhas de caixas, com total e irrestrito critério do varejista, sem qualquer intervenção do fisco.
Outra novidade será a possível disseminação do uso, pelo varejo, do QR Code (Quick Response), código de barras bidimensional que pode ser escaneado pela maioria dos celulares e smartphones e realiza a verificação, em tempo real, da validade da compra realizada.
Além disso, a NFC-e admitirá que o consumidor receba o documento via e-mail, SMS e até pelas redes sociais, também em tempo real. É, com toda certeza, uma considerável melhoria na experiência de compra.
A adaptação dos estabelecimentos para a emissão da NCF-e será feita naturalmente, já que praticamente todos eles atualmente operam com a Nota Fiscal eletrônica (NF-e). Em última análise, a partir dessa mudança de mentalidade, a total integração das “vendas de balcão” à emissão de notas fiscais eletrônicas, que as empresas conseguirão internalizar os benefícios da NFC-e.
Antes de ser vista como uma simples obrigatoriedade, a Nota Fiscal de Consumo eletrônica deve ser encarada como um significativo avanço tecnológico para o país.

por Juliano Stedile

Fonte: Jornal do Comércio/RS via Roberto Dias Duarte

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fisco notifica empresas do Simples para buscar quase R$ 1 bi em tributos atrasados

Serão cobradas omissões de 2014 e 2015
A Secretaria da Receita Federal informou que vai notificar nesta semana, por meio da página do Simples Nacional na internet, 2.189 empresas inscritas no programa para quitarem quase R$ 1 bilhão em tributos devidos. O alerta é fruto de uma ação integrada com fiscos estaduais e municipais.
Segundo o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Martins, as empresas serão notificadas quando elas entrarem no site do Simples Nacional para gerar a guia de recolhimento do imposto devido, procedimento que elas têm de fazer todos os meses. Antes de conseguirem gerar a guia, serão informadas pelo órgão sobre as divergências.
As empresas do Simples notificadas terão até o fim de setembro para regularizarem sua situação. Se não o fizerem até lá, os fiscos federal, estaduais e municipais envolvidos na operação avaliarão o resultado do projeto e identificarão os casos indicados para "abertura de procedimentos fiscais" - nos quais são cobra…

É possível aproveitar créditos de PIS e COFINS na aquisição do MEI?

Dentre as diversas dúvidas que surgem na apuração do PIS e da COFINS está a possibilidade de aproveitamento de créditos em relação às aquisições de Microempreendedores Individuais - MEI, uma vez que estes contribuintes são beneficiados com isenção, ficando obrigados apenas ao recolhimento de valores fixos mensais correspondentes à contribuição previdenciária, ao ISS e ao ICMS.
Neste artigo, pretendo esclarecer está dúvida e aprofundar um pouco mais a análise sobre o perfil do Microempreendedor Individual.
Quem é o Microempreendedor Individual?
Por meio da Lei Complementar n° 123/2006, que instituiu o Simples Nacional, surgiu a figura do Microempreendedor Individual – MEI, uma espécie de subdivisão do regime unificado, com o objetivo de trazer à formalidade pequenos empreendedores, para os quais, mesmo o Simples seria de difícil cumprimento.
Somente poderá ser enquadrado como MEI, o empresário a que se refere o artigo 966 do Código Civil, ou seja, aqueles que não constituíram sociedade…

AS 5 PRINCIPAIS CAUSAS DE ESTOQUE NEGATIVO OU SUPERFATURADO

O controle de estoque é um gargalo para as empresas que trabalham com mercadorias. Mesmo controlando o estoque com inventários periódicos as empresas correm o risco de serem autuadas pelos FISCOS, uma vez que nem sempre o estoque contabilizado pela empresa representa o seu real estoque. Partindo dessa análise pode-se dizer que as empresas possuem pelo menos três inventários que quase sempre não se equivalem. O primeiro é o inventário realizado pela contagem física de todos os produtos do estabelecimento. O segundo inventário é fornecido pelo sistema de gestão (ERP). Por fim, tem-se o INVENTÁRIO FISCAL que é o quantitativo que o FISCO espera que a empresa possua.

E COMO O FISCO CALCULA ESSE ESTOQUE?
O cálculo é feito pela fórmula matemática onde [ESTOQUE INICIAL] + [ENTRADAS] deve ser igual [SAÍDAS] + [ESTOQUE FINAL]. Ocorrendo divergências pode-se encontrar Omissão de Entrada ou Omissão de Saída (Receita). A previsão legal para tal auditoria encontra-se no Artigo 41, da Lei Federal nº…