Pular para o conteúdo principal

SPED gera maior investimento

Cadeia produtiva do setor acelera a injeção de recursos para se adaptar às demandas exigidas pelo Sistema Público de Escrituração Digital...
A implementação dos subprojetos do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e a adoção das Normas Internacionais de Contabilidade têm impulsionado o setor a promover investimentos em ferramentas de tecnologia da informação e em treinamento de pessoal. Segundo estimativas, o setor tem registrado movimentação anual de aproximadamente em R$ 7 bilhões.
Tanto as Normas Internacionais de Contabilidade como o Sped como têm gerado muitos negócios, mas com uma diferença básica. Enquanto as primeiras, desde 2010, apenas sofrem a inclusão de novos pronunciamentos ou passam por atualizações e revisões, o segundo atingirá o pico de implantação no ano que vem, com a e-Social, que unificará o envio de informações pelo empregador em relação aos empregados.
A partir da análise deste cenário, profissionais do setor passaram a buscar novos meios para atender às mudanças do mercado. É o caso da Almeida, Porto e Associados, organização contábil sediada em São José dos Campos (SP) e com 440 clientes em carteira. O Sped modificou drasticamente a rotina dessa empresa e de seus clientes, especialmente pela criação de um Sistema de Gestão da Qualidade, certificado com a norma ISO 9001, além da redução do uso de papel, com o aumento do trânsito de informações digitais.
“Nos últimos quatro anos, investimos mais de R$ 1 milhão em treinamentos, contratação de pessoal e equipamentos de TI. Os processos foram sistematizados para evitar impacto financeiro aos clientes”, revela o contador Sergio Juliano dos Santos (foto) , diretor de RH e qualidade, que atualmente administra o dia a dia de 110 funcionários. “Desde 2009 promovemos treinamentos sobre o Sped para a equipe e clientes. Também fechamos parcerias com diversos fornecedores, viabilizando a migração dos dados financeiros de clientes para outra plataforma tecnológica”, explica o executivo da empresa, criada há 35 anos.
Outra empresa que vem investindo em tecnologia por causa do Sped é a Americanense Contabilidade, estabelecida há 55 anos no município de Americana (SP). Desde 2008, a empresa já injetou em torno de R$ 55 mil em tecnologia, em programas de treinamentos e aquisição de softwares. Segundo o diretor Valmir Frizzarin, que dirige 37 funcionários e atende a uma carteira com 99 clientes, o Sped refletiu-se no aperfeiçoamento de nossa cultura empresarial. “A sistemática estreitou o relacionamento com os clientes, pois exige uma maior atenção às orientações, mesmo antes da ocorrência dos fatos, como emissão de notas fiscais, transações financeiras e patrimoniais”, salienta o contador, prevendo futuramente uma majoração de 30% nos honorários.
Nos últimos anos o Sped tem atraído a atenção de multinacionais como, por exemplo, a norte-americana Thomson Reuters que comprou duas empresas brasileiras – a paulista FISCOSoft, fornecedora de pesquisa e orientação atualizada sobre legislação, e a mineira Novaprolink, voltada a soluções de software. No primeiro semestre deste ano, a holandesa Wolters Kluwer adquiriu as operações da paulista Prosoft Tecnologia, fundada há 27 anos e faturamento de cerca de R$ 60 milhões por ano. A multinacional, agora conhecida no Brasil como Wolters Kluwer Prosoft, absorveu 250 funcionários, a área de suporte técnico (São José dos Campos) e uma carteira de mais de 150 mil usuários. Além disso, terá ampla cobertura nacional, com quase 60 franquias.
“O Sped tem sido pródigo em gerar resultados positivos. A estratégia é lançar produtos e pacotes, segundo o perfil de cada empresa”, comenta o diretor executivo da Wolters Kluwer Prosoft no Brasil, Carlos Meni.
A nova fase da companhia já começou a gerar bons frutos, com a apresentação três novos produtos para equalizar tempo e recursos nos escritórios contábeis – um gerenciamento eletrônico de documentos; um verificador da regularidade da situação cadastral das empresas; e um terceiro, com função de automatizar a emissão e o gerenciamento de certidões negativas de débitos de pessoas jurídicas.
“O gradual crescimento do setor contábil está levando a empresa a acelerar o desenvolvimento de produtos para atender às demandas. Identificamos necessidades na área e lançaremos outras soluções de TI, como uma voltada para computação em nuvem”, antecipa Meni, projetando crescer em torno de 30% até o final de 2013.
Por Zulmira Felicio

Fonte: DCI via www.joseadriano.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

É possível aproveitar créditos de PIS e COFINS na aquisição do MEI?

Dentre as diversas dúvidas que surgem na apuração do PIS e da COFINS está a possibilidade de aproveitamento de créditos em relação às aquisições de Microempreendedores Individuais - MEI, uma vez que estes contribuintes são beneficiados com isenção, ficando obrigados apenas ao recolhimento de valores fixos mensais correspondentes à contribuição previdenciária, ao ISS e ao ICMS.
Neste artigo, pretendo esclarecer está dúvida e aprofundar um pouco mais a análise sobre o perfil do Microempreendedor Individual.
Quem é o Microempreendedor Individual?
Por meio da Lei Complementar n° 123/2006, que instituiu o Simples Nacional, surgiu a figura do Microempreendedor Individual – MEI, uma espécie de subdivisão do regime unificado, com o objetivo de trazer à formalidade pequenos empreendedores, para os quais, mesmo o Simples seria de difícil cumprimento.
Somente poderá ser enquadrado como MEI, o empresário a que se refere o artigo 966 do Código Civil, ou seja, aqueles que não constituíram sociedade…

AS 5 PRINCIPAIS CAUSAS DE ESTOQUE NEGATIVO OU SUPERFATURADO

O controle de estoque é um gargalo para as empresas que trabalham com mercadorias. Mesmo controlando o estoque com inventários periódicos as empresas correm o risco de serem autuadas pelos FISCOS, uma vez que nem sempre o estoque contabilizado pela empresa representa o seu real estoque. Partindo dessa análise pode-se dizer que as empresas possuem pelo menos três inventários que quase sempre não se equivalem. O primeiro é o inventário realizado pela contagem física de todos os produtos do estabelecimento. O segundo inventário é fornecido pelo sistema de gestão (ERP). Por fim, tem-se o INVENTÁRIO FISCAL que é o quantitativo que o FISCO espera que a empresa possua.

E COMO O FISCO CALCULA ESSE ESTOQUE?
O cálculo é feito pela fórmula matemática onde [ESTOQUE INICIAL] + [ENTRADAS] deve ser igual [SAÍDAS] + [ESTOQUE FINAL]. Ocorrendo divergências pode-se encontrar Omissão de Entrada ou Omissão de Saída (Receita). A previsão legal para tal auditoria encontra-se no Artigo 41, da Lei Federal nº…

O futuro dos escritórios de contabilidade

Ao buscar um profissional para integrar seus quadros, a Berti Contadores Associados recebeu três ex-proprietários de pequenos escritórios de contabilidade que desistiram de atuar por conta própria.
A situação reflete as dificuldades enfrentadas pelos pequenos empresários, diante da maior necessidade de conhecimento técnico e de gestão e investimentos em tecnologia, avalia o sócio da Berti e presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), Mario Berti.
O cenário atual leva muitas empresas a buscar associações, parcerias, ou mesmo novos modelos de negócios. “Há associações para aproveitar a expertise de cada empresa e juntas atravessar essa turbulência de mercado”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP), Márcio Shimomoto.
As parcerias existem há algum tempo, as fusões estão acontecendo e as redes aumentam o número de filiados, confirma  o vice-presidente técnico do Conselho Federal de Contabil…