Pular para o conteúdo principal

10 situações que vão exigir uma auditoria no seu negócio

O serviço de auditoria contábil ou financeira tem seu investimento. Portanto, a necessidade deve ser bem avaliada. Conhecer este momento é a maior dificuldade dos empresários cujas preocupações vão se acumulando ao longo dos desafios enfrentados, principalmente nos quesitos contábeis, financeiros e de fluxo de caixa.

É importante ter em mente que o auditor pode ajudar o empreendedor a entender quais são os principais fatores de risco do seu negócio do ponto de vista operacional, contábil e financeiro. Quais controles internos, práticas contábeis e financeiras precisam ser trabalhados para dar maior segurança à situação patrimonial e continuidade dos negócios? Qual é o nível de risco que esses controles apresentam? São questões que o auditor ajuda a responder.

Nesse sentido, antes de contratar um serviço de auditoria, o empresário precisa estar atento à situação em que a sua empresa se encontra e pontuar quais são as suas principais dificuldades. Listamos 10 indícios que podem levar sua empresa a precisar de uma auditoria:

1 – Conhecimento da realidade patrimonial da empresa, segundo práticas contábeis adequadas;
2 – Suspeita de desvios de recursos financeiros;
3 – Necessidade de reorganização dos processos internos;
4 – Elevado custo fiscal;
5 – Reorganização por necessidade de crescimento;
6 – Apoio na implementação de controles e procedimentos internos;
7 – Reorganização por necessidade de novos investidores;
8 – Perda do controle de contas a receber e elevado índice de inadimplência;
9 – Atendimento a órgão regulador ou investidor;
10 – Integração dos sistemas de informação;

A auditoria contábil e financeira é normatizada por órgãos reguladores que orientam o auditor na execução dos seus trabalhos, sejam em auditoria independente das demonstrações financeiras, com emissão de opinião, seja em auditoria com propósito específico ou procedimentos previamente acordados.

Adelmo Oliveira é diretor da Moore Stephens Auditores e Consultores

Fonte: Exame via Jurânio Monteiro

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sonegação não aparece em delação premiada, mas retira R$ 500 bi públicos

Empresário que sonega é visto como vítima do Estado OS R$ 500 BILHÕES ESQUECIDOS Quais são os fatores que separam mocinhos e vilões? Temos acompanhado uma narrativa nada tediosa sobre os “bandidos” nacionais, o agente público e o político corruptos, culpados por um rombo nos cofres públicos que pode chegar a R$ 85 bilhões. Mas vivemos um outro lado da história, ultimamente esquecido: o da sonegação de impostos, que impede R$ 500 bilhões de chegarem às finanças nacionais. Longe dos holofotes das delações premiadas, essa face da corrupção nos faz confundir mocinhos e bandidos. O sonegador passa por empresário, gerador de empregos e produtor da riqueza, que sonega para sobreviver aos abusos do poder público. Disso resulta uma espécie de redenção à figura, cuja projeção social está muito mais próxima à de uma vítima do Estado do que à de um fora da lei. Da relação quase siamesa entre corrupção e sonegação, brota uma diferença sutil: enquanto a corrupção consiste no desvio ...

A RESPONSABILIDADE CRIMINAL DO CONTADOR NO CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL

O ordenamento jurídico prevê diversos crimes tributários e, dentre eles, o delito de sonegação fiscal, consoante o art. 1º, da Lei 8.137/90, verbis : Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: I – omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias; II – fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal; III – falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à operação tributável; IV – elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato; V – negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a leg...

A importância da contabilidade na interpretação da legislação tributária

Introdução Não há dúvidas da importância da contabilidade como ferramenta para os que operam na área tributária, uma vez que esta ciência registra os fatos que também são escolhidos pelo legislador como hipótese de incidência da norma tributária. Este artigo, no entanto, busca apresentar, em breves linhas, outra função da contabilidade, que é auxiliar no processo de interpretação da legislação tributária e na construção da norma jurídica. Como será visto, entretanto, não são todos os teóricos que compartilham desta afirmativa. Teoria Pura do Direito Conforme Paulo de Barros Carvalho (2007, p. 134), no “esforço à busca do sentido jurídico, é importante pôr em evidência, ainda que a breve trecho, a autonomia do direito em relação a outras matérias que lhes são próximas”. Esse é o fundamento da Teoria Pura do Direito, de Hans Kelsen, que consiste em despir o Direito de tudo que não for essencialmente jurídico. Para a Teoria Pura do Direito, portanto, outras ciências, ...