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O "mapa da mina" para chegar ao topo da carreira tributária

Sócio da área de consultoria tributária da Deloitte cita cinco aspectos do perfil profissional de quem chega ao topo da carreira em compliance fiscal



São Paulo – Se em tempos de economia com baixo crescimento, a regra de ouro para as empresas é o controle de custos, profissionais das áreas fiscal, tributária e contábil ganham destaque em 2014.

Neste contexto, quem tem domínio da complicada legislação tributária brasileira e sabe onde estão as brechas da lei que possibilitam reduzir carga de impostos passa a ser disputado por recrutadores.

Levantamento de EXAME.com revela que das 40 profissões em alta para este ano, 6 seguem nesta linha. São elas: diretor financeiro, controller, gerente de compliance, gerente contábil/fiscal, consultor tributário e contador.

Os departamentos de finanças das empresas também são destaque na folha de pagamento. Seus profissionais estão entre os mais bem pagos do país.

Para se ter uma ideia, salário de diretores administrativos financeiros gira em torno dos 50 mil reais, enquanto diretores tributários faturam, em média, 35 mil reais, assim como controllers regionais. Os valores fazem parte de um estudo feito pelo PageGroup.

Para chegar até o topo de carreira e ter um salário atrativo como estes citados acima, o caminho é longo, segundo uma pesquisa recente feita pela Deloitte com 124 líderes da área fiscal de empresas dos mais diferentes portes e setores, de todo o Brasil.

Por aqui, os cargos de gerente e analista são os mais comuns. No entanto, determinados perfis profissionais têm grandes chances de destaque e ascensão de carreira. Essa é a opinião de Marcelo Natale, sócio da área de Consultoria Tributária da Deloitte. Confira qual é este perfil:

1 Graduação combinada

Contabilidade é a graduação que mais aparece nos currículos dos chefes. Ao todo, 67% dos participantes da pesquisa são formados na área. Depois, vem administração (16%), direito (13%), economia (3%), engenharia (1%), de acordo com a pesquisa.

Mas, na opinião de Natale, estudos combinados são os mais indicados para quem deseja ter sucesso na carreira. “A formação ideal dos profissionais da área fiscal é combinada: direito e contabilidade”, diz ele.

Ter formação acadêmica apenas na área jurídica tributária é fator limitante para o sucesso, na opinião do especialista.

2 Pós-graduação (de preferência no Brasil)

“Só a graduação não basta”, diz Natale. Prosseguir os estudos é também fundamental para o sucesso de carreira. A pesquisa da Deloitte revela que mesmo entre os analistas, as especializações são uma constante, 23% deles têm diploma de pós-graduação.

E, se em outras carreiras um canudo de uma instituição estrangeira é altamente valorizado, na área tributária não é assim. “A legislação tributária brasileira é muito específica e profissionais que fizeram pós-graduação na área fiscal no exterior encontram limitações práticas para a aplicação dos conhecimentos adquiridos”, diz Natale.

3 Cursos práticos

Um dos problemas do ambiente acadêmico voltado para os estudos tributários é predominância teórica em detrimento da prática. “A pós graduação em si não é muito prática. Por isso, os profissionais devem buscar outros cursos para corrigir esta deficiência”, diz Natale.

4 Capacidade analítica

Em relação ao perfil comportamental, o destaque fica para os profissionais voltados para as ações operacionais mas com grande potencial analítico, segundo Natale.

Não basta mandar bem nos cálculos e entender o ambiente legislativo fiscal: sai na frente que consegue analisar números e leis tributárias para embasar a tomada de decisões.

5 Atualização constante

As mudanças nas leis e nos padrões contábeis são companheiras inseparáveis de quem trabalha na área. Entre os recursos mais utilizados para atualização técnica, estão a assinatura de jornais on-line, eventos de curta duração e treinamentos, de acordo com a pesquisa da Deloitte.

6 Inglês

“Dominar inglês é bem importante, profissionais que não falam o idioma ficam limitados em termos de ascensão”, diz Natale. Em níveis gerenciais e de diretoria, o inglês deixa de ser apenas importante e passa a ser essencial.

Fonte: EXAME.COM

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