Pular para o conteúdo principal

Goianos antecipam declarações do IR

Número supera a média estadual de todos os tempos. De olho nesses contribuíntes, bancos abrem linhas de crédito específicas.

Bancos abrem crédito para quem for receber restituição do IR
com taxas de 1,57% a 4,44%
No segundo dia de entrega das declarações de Imposto de Renda (IR) em Goiás, mais de 26 mil goianos enviaram o documento para a Receita Federal. Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal em Goiânia, Jorge Martins, 4,5% das declarações entregues em todo o Brasil são de Goiás, enquanto em 2013 o índice foi de 3%. “Neste ano, os goianos entenderam que é melhor se adiantar”, destaca. De olho nesses contribuintes, as instituições bancárias privadas ou oficiais já oferecem linhas de crédito para quem for receber restituição do IR. A antecipação pode chegar a 100% do valor da restituição. As linhas de crédito têm juros convidativos, variam de 1,57% a 4,44% ao mês e chegam a ser mais baratas que o crédito consignado. Mas os especialistas em finanças pessoais adiantam que só vale contratar esse dinheiro se for para quitar uma dívida cujos juros são maiores.

Segundo o coordenador do curso de Contabilidade e Direito Tributário do Ipog, Edgar Madruga, a primeira avaliação que o contribuinte deve fazer antes pegar o empréstimo para quitar com a restituição do Imposto de Renda é se os juros da dívida que possui são maiores que os juros da linha que vai contratar. “É preciso fazer as contas e verificar os riscos que envolvem essa operação”, diz.

O professor apontou como principais riscos a incerteza da data para receber a restituição – pois, mesmo entregando a declaração nos primeiros dias, não há garantia que o dinheiro saia no primeiro lote. Se houver um erro na declaração tanto do contribuinte quanto das fontes pagadoras, além de correr o risco de cair na malha, o contribuinte terá de retificar a declaração, e esse processo pode ser demorado.

Todo empréstimo tem um custo. Além dos juros, o contribuinte tem de calcular o custo efetivo total da operação, que inclui todas as despesas que envolvem a contratação do crédito. No fim das contas, esse dinheiro pode sair bem mais caro do que você imaginava. O CET, assim como a cobrança do empréstimo, é pago no momento que a restituição cai na conta do contribuinte ou até o prazo combinado como limite para quitar o débito.

De acordo com Madruga, a antecipação do Imposto de Renda vale a pena no caso de troca de dívidas, uma mais cara por uma mais barata – como no cheque especial; para socorrer em caso de uma despesa urgente ou uma despesa de saúde. No caso de empréstimo para fins de consumo, ele explica que não compensa. “É melhor deixar o dinheiro quieto, pois ele é reajustado de acordo com a Selic, que aumentou no mês passado e está remunerando em 10,75% ao ano”, relata. Juros bem maiores que a poupança, que fechou 2013, com aumento de 6,3%, segundo as regras antigas e 5,8% pelas novas.

Karine Rodrigues

Fonte: O HOJE.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

É possível aproveitar créditos de PIS e COFINS na aquisição do MEI?

Dentre as diversas dúvidas que surgem na apuração do PIS e da COFINS está a possibilidade de aproveitamento de créditos em relação às aquisições de Microempreendedores Individuais - MEI, uma vez que estes contribuintes são beneficiados com isenção, ficando obrigados apenas ao recolhimento de valores fixos mensais correspondentes à contribuição previdenciária, ao ISS e ao ICMS.
Neste artigo, pretendo esclarecer está dúvida e aprofundar um pouco mais a análise sobre o perfil do Microempreendedor Individual.
Quem é o Microempreendedor Individual?
Por meio da Lei Complementar n° 123/2006, que instituiu o Simples Nacional, surgiu a figura do Microempreendedor Individual – MEI, uma espécie de subdivisão do regime unificado, com o objetivo de trazer à formalidade pequenos empreendedores, para os quais, mesmo o Simples seria de difícil cumprimento.
Somente poderá ser enquadrado como MEI, o empresário a que se refere o artigo 966 do Código Civil, ou seja, aqueles que não constituíram sociedade…

AS 5 PRINCIPAIS CAUSAS DE ESTOQUE NEGATIVO OU SUPERFATURADO

O controle de estoque é um gargalo para as empresas que trabalham com mercadorias. Mesmo controlando o estoque com inventários periódicos as empresas correm o risco de serem autuadas pelos FISCOS, uma vez que nem sempre o estoque contabilizado pela empresa representa o seu real estoque. Partindo dessa análise pode-se dizer que as empresas possuem pelo menos três inventários que quase sempre não se equivalem. O primeiro é o inventário realizado pela contagem física de todos os produtos do estabelecimento. O segundo inventário é fornecido pelo sistema de gestão (ERP). Por fim, tem-se o INVENTÁRIO FISCAL que é o quantitativo que o FISCO espera que a empresa possua.

E COMO O FISCO CALCULA ESSE ESTOQUE?
O cálculo é feito pela fórmula matemática onde [ESTOQUE INICIAL] + [ENTRADAS] deve ser igual [SAÍDAS] + [ESTOQUE FINAL]. Ocorrendo divergências pode-se encontrar Omissão de Entrada ou Omissão de Saída (Receita). A previsão legal para tal auditoria encontra-se no Artigo 41, da Lei Federal nº…

O futuro dos escritórios de contabilidade

Ao buscar um profissional para integrar seus quadros, a Berti Contadores Associados recebeu três ex-proprietários de pequenos escritórios de contabilidade que desistiram de atuar por conta própria.
A situação reflete as dificuldades enfrentadas pelos pequenos empresários, diante da maior necessidade de conhecimento técnico e de gestão e investimentos em tecnologia, avalia o sócio da Berti e presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), Mario Berti.
O cenário atual leva muitas empresas a buscar associações, parcerias, ou mesmo novos modelos de negócios. “Há associações para aproveitar a expertise de cada empresa e juntas atravessar essa turbulência de mercado”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP), Márcio Shimomoto.
As parcerias existem há algum tempo, as fusões estão acontecendo e as redes aumentam o número de filiados, confirma  o vice-presidente técnico do Conselho Federal de Contabil…